sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Projeto Outubro Rosa – Cuidando de Quem Cuida | CEIM Jardim de Infância.

CEIM Jardim de Infância Corina Bicalho Guimarães – Mimoso do Sul/ES

APRESENTAÇÃO

O Outubro Rosa é uma campanha mundial de conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. É também um momento de fortalecer o cuidado com a saúde, incentivar a realização de exames preventivos e compartilhar informações que podem salvar vidas.

Com esse propósito, o CEIM Jardim de Infância Corina Bicalho Guimarães abraçou essa importante campanha, promovendo ações de conscientização envolvendo profissionais da escola, famílias e comunidade.

OBJETIVO GERAL

Promover a conscientização sobre a importância do autocuidado, da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama, incentivando atitudes de cuidado e atenção à saúde da mulher.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  • Sensibilizar a comunidade escolar sobre a importância da prevenção.

  • Incentivar as mulheres a manterem seus exames e consultas em dia.

  • Divulgar informações sobre os serviços de saúde disponíveis.

  • Fortalecer a parceria entre escola, famílias e comunidade.

  • Valorizar o cuidado com a saúde física e emocional das mulheres.

AÇÕES DESENVOLVIDAS

Durante a campanha, nossa escola realizou momentos de mobilização e conscientização, envolvendo toda a equipe escolar.

Entre as ações realizadas, destacamos:

  • Panfletagem: conscientização das famílias e da comunidade vizinha sobre a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde da mulher.

  • Divulgação dos serviços de saúde: orientação sobre a unidade móvel instalada na praça central, disponibilizando diversos exames e atendimentos em alusão ao Outubro Rosa.

  • Mobilização da equipe escolar: profissionais unidos, vestidos de rosa e engajados na divulgação da campanha.

  • Conscientização e acolhimento: valorização do autocuidado e da importância de cuidar de quem também dedica a vida ao cuidado do outro.

A ESCOLA TAMBÉM É ESPAÇO DE CONSCIENTIZAÇÃO!

Acreditamos que a educação ultrapassa os muros da escola. Quando compartilhamos informações, incentivamos o cuidado e mobilizamos nossa comunidade, também contribuímos para a construção de uma sociedade mais consciente e solidária.

O Outubro Rosa nos deixa uma mensagem muito importante: não podemos deixar nossa saúde para depois!

MENSAGEM FINAL

🌷 CUIDAR DE SI NÃO É EGOÍSMO, É UM ATO DE AMOR À VIDA!

Prevenir é um gesto de amor. Informar é uma forma de cuidar. E incentivar outras mulheres a se cuidarem pode fazer toda a diferença.


CEIM Jardim de Infância Corina Bicalho Guimarães

Ensinando com Amor e Não por Amor! 💗


PLANO DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

  

       O presente projeto propõe metas com o objetivo de consolidar a aprendizagem dos alunos do CEIM Jardim de Infância “Corina Bicalho Guimarães”.

      Sendo este, um documento onde são planejadas ações que serão realizadas para atingir as metas e os objetivos da escola. Dessa forma, a equipe gestora, professores e equipe técnica, conseguem acompanhar a vida escolar do aluno.

     A Educação foi uma das áreas mais afetadas pela pandemia e agora essa catástrofe natural que aconteceu em nosso municipio nos dias 22 e 23 de março.  Um retrocesso gigantesco na escolarização dos nossos alunos é preocupante e o foco precisa estar dirigido, prioritariamente com o intuito de amenizar os impactos negativos, deixados por essas catástrofes.

 Justificativa

Diante de  avaliações  diagnósticas realizada pela Secretaria de Educação Municipal  todo final de trimestre, observou- se  dificuldades de aprendizagem de alguns alunos, principalmente nos alunos do Jardim II. De acordo com a análise realizada pela equipe pedagógica notou-se que os alunos ao chegar ao jardim II tiveram menor avanço na leitura do alfabeto, escrita do nome, resolução de problemas dentre outros. Viu-se a necessidade de propor  aos  alunos uma proposta de aprendizagem que promova o envolvimento dos alunos com métodos lúdicos e diversidade de recursos, tornando as aulas mais atrativas e que os mesmos se tornem protagonistas no processo ensino aprendizagem focando mais na qualidade do ensino do que na quantidade de conteúdos.

Tendo como base as competências necessárias para os alunos desenvolverem faz-se necessário evitar que ele perca o estímulo na sala de aula e desta forma acredita-se que haverá uma melhora substancial e consequentemente, melhor resultados nos estudos de modo geral para que o ensino se torne mais eficaz. Sabe-se que toda a mudança de postura pedagógica acarreta uma série de conflitos e requer do professor muito esforço, pesquisa e principalmente dedicação.

Sendo assim, este projeto justifica-se pela necessidade de estarmos revertendo os dados que foram apresentados pela avaliação diagnóstica enviada pela SEME, ou seja pela dificuldade que os alunos do jardim II apresentaram.

Nesse processo, é necessário a qualificação e o envolvimento de  profissionais que influenciam diretamente nesse resultado como educadores, pedagogos e coordenadores sendo esta ação fundamental para o melhoramento dos índices onde podemos relacionar informações do rendimento escolar e do desempenho dos alunos,  numa  combinação  entre  o fluxo e a aprendizagem do nosso município.

 Objetivos Gerais

    Estimular e Mobilizar   a   equipe   pedagógica   para   promover   ações     eficientes que resultem na melhoria contínua da qualidade de ensino aprendizagem do CEIM Jardim de Infância “Corina Bicalho Guimarães”.

   Contribuir para o processo de aprendizagem dos alunos do Jardim II que apresentaram dificuldade de aprendizagem em relação aos demais alunos;

Objetivos Específicos

 Garantir direitos de aprendizagem aos educandos, tendo em vista o desenvolvimento das habilidades da Proposta Pedagógica/BNCC.

Elevar os índices de aprendizagem dos alunos do jardim II;

Garantir atendimento diferenciado a todos os alunos no tempo certo de modo especial os alunos com dificuldade de aprendizagem;

Buscar alternativas para estreitar a parceria família x escola e manter o vínculo entre professor-aluno/ aluno-professor ;

Adquirir competências na contagem, quantidades, raciocínio lógico, espaço e resolução de problemas, dentre outras.

 Situação Atual da escola – Problemas Detectados

 *Estudantes com   dificuldade de aprendizagem,  na leitura do alfabeto  e números, raciocínio lógio e resolução de problemas entre outros;

*Ausência do hábito de estudos entre os alunos;

*Falta de compromisso dos pais e participação no dia-a-dia da vida escolar dos seus filhos;

*Dispersão causada por interferências externas durante as aulas;

*Salas de aulas com diferentes níveis de aprendizagens.

 AÇÕES PEDAGÓGICAS

  1-Reuniões Pedagógicas

 A equipe pedagagógica deverá discutir e decidir, através de acordos, como serão organizadas as estratégias pedagógicas (agrupamentos em sala de aula, atendimento individualizado, estratégias de monitoramento, horários extra- classe, etc.), elaborando o planejamento adequado.

 2-Aulas de Revisão

 As aulas de revisão são o modelo de intervenção pedagógica  mais conhecido e aplicado. O objetivo das aulas é atender  os  conteúdos  e temáticas que os alunos têm mais dificuldade.

Estas aulas devem ser expositivas, com conteúdos bem explicados ligando conhecimentos prévios a novos conceitos. facilitanddo a prática docente, com resultados mais próximos do esperado pelo professor .

Sustenta Sanjosé (2012, p. 30)“[...] que partindo do fato onde questões ajudam a melhorar a aprendizagem e a memória”, essas atividades bem planejadas, executadas e avaliadas tendem a tirar o aluno da passividade.

Com a utilização de atividades simples e lúdicas, serve como contraponto  às atividades mecânicas, geralmente utilizadas, para um aprofundamento de conhecimentos e melhoria da prática metodológica.

 3 – Gamificação

O termo gamificação passou a ocupar um lugar de muito destaque no ambiente escolar, por usar a tecnologia e a interatividade para construir experiências de aprendizado. A gamificação consiste em utilizar jogos ou elementos de jogos no processo de ensino aprendizagem. A estratégia leva abordagens naturais do mundo dos games, como pontuação, avatar, ranking e desafios para a sala de aula.

As estratégias de gamificação não são a mesma coisa que usar jogos pedagógicos. Os jogos consistem em um sistema completo, já a gamificação utiliza alguns elementos da dinâmica dos jogos para promover atividades pedagógicas.

Como proposta de intervenção pedagógica, a gamificação aumenta o interesse e a motivação dos alunos, torna o aprendizado mais dinâmico e divertido e melhora a autonomia do estudante.

Os professores de aulas diversificadas ficarão responsáveis juntamente com o professor regente para o desenvolvimento deste trabalho no laboratório de informática.

 4- Aulas de reforço

Reforço escolar é uma forma de auxiliar o aluno a compreender melhor  os campos de experiências,          e assim ajudar na consolidação dos mesmos, para transformação do cotidiano.

Há aqueles pais que ajudam seus filhos nas tarefas escolares, e isso é ótimo, pois, esse tipo de atitude estreita as relações familiares, mas muitas vezes, esses  não conseguem tirar todas as dúvidas, o que pode prejudicar o processo de aprendizagem da criança.

Cada pessoa tem um determinado tempo para aprender e essa deve ser respeitada. No  caso  das  crianças, quando ficam sob pressão, muitas vezes elas não consolidam a aprendizagem. O professor deve identificar os conteúdos que precisam ser trabalhadosde acordo com a nescessidade de cada educando.

As aulas de reforço serão oferecidas no contra-turno.

5 - Atendimento Educacional Especializado e Alunos de Inclusão

O objetivo do AEE é eliminar as barreiras que possam  impedir  o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento,  altas habilidades ou superdotação.

A quem se destina o AEE?

Os alunos com deficiência física, intelectual, visual, auditiva, múltiplas, transtornos do espectro autista (TEA) e também alunos com altas habilidades/superdotação são público-alvo do Atendimento Educacional Especializado.

 

          Deficiência Física: são complicações que levam à limitação da mobilidade e da coordenação geral, podendo também afetar a fala, em diferentes graus.

           Deficiência Intelectual:  é a dificuldade de raciocínio e compreensão que leva a um quadro de inteligência e conjunto de habilidades gerais abaixo da média.

 

Deficiência Auditiva: é a perda parcial ou total da audição.

 

Deficiência Visual: é a perda parcial ou total da visão.

 

Deficiências Múltiplas: são  associações entre diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Ex: deficiência intelectual e física.

         TEA  –        Transtorno do      espectro     autista: é uma síndrome

comportamental que afeta a capacidade de comunicação, socialização e de comportamento.

 

Altas habilidades ou Superdotação: é caracterizada pelo desenvolvimento de uma habilidade significativamente superior a da média da população em alguma das áreas do conhecimento.

 

Estratégias:

 *Articulação com as famílias, alunos e o corpo docente; Uso  LIBRAS, Braille, de tecnologia assistiva e comunicação alternativa;

*Currículo adaptado para os alunos que, por suas condições cognitivas, físicas e sensoriais, não demonstram condições de acompanhar o currículo regular.

*Atendimentos com a equipe técnica;

*Avaliação com especialistas da área da saúde de acordo com as necessidades;

*Atendimento especializado aos alunos laudados;

*Acompanhamento e avaliação durante o ano letivo ;

*Interação com os pais dos alunos ;

*Cuidadores  e professores de AEE para  alunos laudados;

*Realizar inovações tecnológicas e virtuais;

*Trabalho colaborativo envolvendo  os professores de AD;

*Promover reuniões entre os professores.

  6- Professores de Apoio e Auxiliares

  Os alunos que serão contemplados com as estratégias pedagógicas diferenciadas deverão ser informados dessa articulação temporária, comunicando também aos pais através de reunião.

  7– Mudanças na Metodologia

A partir dos resultados da avaliação da SEME ( Secretaria Municipal de Educação  ) analisar    os descritores que os alunos apresentaram mais dificuldades.

Em seguida definir os campos de experiências,  ações e estratégias  para que os alunos desenvolvam as habilidades ainda não consolidadas, envolvendo a equipe gestora, os professores regentes, cuidadores, professores de educação especial, professores de reforço, professores de Arte, literatura e Educação Fisíca...

Priorizar metodologias   que  contemplem  a  discussão  das

questões propostas. Sugerimos:

Leitura oral coletiva pelos alunos;

Leitura oral pelo professor;

          Priorizar, nas aulas de reforço, estratégias de ensino que tenham como eixo norteador a resolução de problemas, através de atividades desafiadoras que possibilitem: a observação, o estabelecimento de relações, a comunicação (diferentes linguagens) e a argumentação.

Estimular  diferentes   formas   de   raciocínio:   intuição,   dedução   e

estimativa.

          Para melhor desenvolvimento da aprendizagem dos alunos a salas que apresentam diferentes níveis de aprendizagem receberão refórço dos professores do projeto Reforço escolar.

 Estratégias:

 Promover ações que requerem a participação ativa da família;

Oferecer atendimento psicológico aos alunos e familiares;

Reunião     com   os      responsáveis       dos    alunos        para  reflexão          sobre          a importância da parceria da família com a escola;

Constante incentivo aos pais, mostrando que o comprometimento da família é fundamental no processo do ensino/aprendizagem.

 Alunos com problemas psicológicos:

 Diante do contexto atual e da necessidade do retorno das aulas online, esse encontro que era feito na escola, foi para a casa de cada um dos alunos, levando  toda a comunidade escolar. Nesta perspectiva, verifica-se a importância do papel dos pais como agentes  de organização, estímulo e orientação dos filhos.  Essa  premissa  equivale para ambas as formas, educação presencial e/ou digital. Uma tarefa que  não é fácil, até porque não é a única com a qual os pais estão envolvidos no dia a dia. No entanto, parece que o momento atual faz um convite para que os  pais reaprendam com seus filhos, aproximando-se deles e fortalecendo esse vínculo que é primordial para o desenvolvimento emocional e a construção de conhecimento.

A área de psicologia escolar, trabalha com o atendimento psicológico de quem passa por dificuldades nas instituições de ensino, passou a ter novos desafios com mais uma catástrofe e a necessidade do ensino remoto até conseguir um novo prédio para retornar com as aulas presenciais.

Estratégias:

Reunião com psicólogos e a Equipe Pedagógica para triagem dos alunos com a necessidade de atendimento psicológico .

Encaminhamentos aos psicólogos;

Diálogos sobre os desafios vividos pelos professores durante a catástrofe do mês de março bem como os impactos que este profissional vem sofrendo com suas perdas.

   Considerações  Finais

 No ano de 2025 ainda teremos muitos desafios o qual será necessário repensar e refletir sobre a melhor forma de reverter os prejuizos causados na aprendizagem no período desta catástrofe.

A escola precisa se ajustar para preparar com mais  enfoque  os alunos com as habilidades cognitivas, criativas, sociais e  emocionais  que serão exigidas  daqui para a frente e as ações de intervenção pedagógica têm o objetivo de desenvolver estas habilidades.

A gestão escolar  oferece ferramentas e condições para que os professores promovam suas atividades de forma eficiente e com qualidade, sempre atenta aos resultados e às demandas dos alunos e precisam estar atentos para os primeiros sinais que indiquem a necessidade de intervir e agir de imediato.

O preparo e a formação docente promoverá diferentes estratégias inovadoras para garantir o acesso á aprendizagem e refletir sobre a necessidade de se considerar novas propostas de aprendizagens

VIOLETAS CONTRA VIOLÊNCIA


 

terça-feira, 16 de junho de 2026

Cuidar de quem ensina é cuidar de quem aprende


Hoje, ao rever a reportagem sobre a professora que faleceu, meu coração ficou profundamente tocado. Como professora e gestora, não consegui deixar de refletir sobre a responsabilidade que temos de cuidar daqueles que dedicam suas vidas a ensinar.

Antes de tudo, meus sentimentos à família, aos amigos e a toda a comunidade escolar que enfrenta essa perda tão dolorosa.

Essa notícia não me levou a julgamentos. Levou-me à reflexão.

Muito antes de as discussões sobre saúde mental ganharem espaço nas políticas educacionais, eu já me preocupava com essa questão. Talvez porque, antes de ser gestora, eu seja professora. Sei das alegrias da profissão, mas também conheço seus desafios, suas responsabilidades e o desgaste que muitas vezes não aparece.

Quando assumi a gestão da escola, procurei ouvir atentamente minha equipe. Muitas das decisões que tomamos nasceram justamente da escuta dos professores, das suas necessidades, dos desafios que enfrentavam e dos pedidos que me apresentaram ao longo do tempo.

Entendi que, para oferecer uma educação de qualidade aos nossos alunos, era preciso também cuidar de quem está diariamente na sala de aula. Por isso, atendemos algumas solicitações das professoras relacionadas à organização da rotina escolar e à realização de eventos dentro do horário de trabalho.

Muitas vezes, alguns pais gostariam que as apresentações e comemorações acontecessem à noite. E eu compreendo esse desejo. Ver um filho se apresentar é emocionante. Mas também acredito que precisamos olhar com carinho para quem prepara cada detalhe desses momentos.

Por trás de cada apresentação existe estudo, planejamento, ensaios, organização e muito trabalho. Existe um profissional que, muitas vezes, já passou o dia inteiro ensinando, acolhendo, orientando e cuidando de dezenas de crianças.

Hoje tenho ainda mais convicção de que cuidar do professor é uma escolha acertada. Não porque queremos fazer menos, mas porque queremos fazer melhor.

Quando reduzimos a sobrecarga, oferecemos melhores condições para que o professor exerça seu trabalho com qualidade, dedicação e equilíbrio. E quem mais ganha com isso são os nossos alunos.

Ainda temos muito a avançar. Mas acredito que estamos no caminho certo quando colocamos as pessoas no centro das nossas decisões.

Nossos professores são as estrelas da nossa escola. São eles que iluminam caminhos, despertam sonhos e transformam vidas. São também a nossa bússola, orientando diariamente o processo de aprendizagem e ajudando a construir o futuro das nossas crianças.

Que essa reflexão nos ajude a compreender que valorizar o professor vai muito além de palavras. Significa respeitar seu tempo, reconhecer seu esforço e cuidar de sua saúde física e emocional.

Finalizo com uma certeza que carrego comigo todos os dias: uma educação de qualidade só é possível quando cuidamos daqueles que fazem a educação acontecer. Continuarei ouvindo minha equipe, valorizando meus professores e buscando construir uma escola cada vez mais humana, acolhedora e comprometida com o bem-estar de todos.

Porque cuidar de quem ensina é, acima de tudo, cuidar do futuro das nossas crianças.

Cida Marques
Professora/ Gestora Escolar

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Ensinando com amor e não por amor

 

Ensinar com amor é um ato de consciência. Não nasce da obrigação, nem do sacrifício silencioso. Nasce do compromisso com a criança, com o conhecimento e com a própria dignidade profissional.

Ensinar com amor é acolher sem anular-se. É compreender a história do aluno sem assumir o que não cabe à escola. É planejar, orientar, corrigir, avaliar e educar com respeito e firmeza.

Ensinar por amor, muitas vezes, foi distorcido. Virou sinônimo de suportar o insuportável. De aceitar violência, desrespeito e sobrecarga. De romantizar a exaustão do professor.

Aqui, acreditamos que:

  • Amor não é permissividade

  • Cuidado não é submissão

  • Vocação não é exploração

  • Educação não é improviso

O professor não é pai. Não é mãe. Não é terapeuta. Não é assistente social.

O professor é educador. E educar também é estabelecer limites, dizer não, proteger-se e proteger o outro.

Ensinar com amor é:

  • Humanizar sem perder a autoridade

  • Acolher sem adoecer

  • Incluir sem abandonar critérios

  • Respeitar o aluno e a si mesmo

Este blog nasce para falar de educação real. Da escola que cuida, mas também se organiza. Da infância que precisa de afeto, estrutura e responsabilidade. Do professor que ensina com amor — e permanece inteiro.

Seja bem-vindo. Aqui, educar é um ato de consciência, coragem e humanidade.


OS 90 ANOS DE MIMOSO DO SUL (1930 a 2020) Autor: José Luiz Barros


Não era apenas mais uma viagem... era a última! Na Praça Central, até a nossa árvore símbolo estava triste... o clima geral era de velório de uma pessoa muito querida que partia definitivamente. Todos os olhares, marejados de lágrimas, observavam a passagem do trem que já vinha surgindo no pontilhão da Arca de Noé. Era uma imagem definitiva, sem volta. Unidos em um só pensamento, homens, mulheres e crianças observavam com indisfarçável emoção o que lhes causava profunda tristeza: o fim, a derradeira viagem de um trem pela nossa ferrovia. Lentamente o trem foi se afastando como se não desejasse se distanciar de imediato daquelas pessoas desoladas. Mas pouco a pouco foi tomando velocidade e ao se aproximar do pontilhão próximo ao Posto de Saúde, atingiu a curva e foi sumindo das vistas dos que lhes davam os últimos acenos de despedida, deixando para trás tantos momentos de alegrias, romantismo e esperança. Momentos esses que jamais iriam se materializar novamente. 



 “Maria Fumaça” na Estação

Hoje podemos vislumbrar sem grande margem de dúvida a passagem do último trem pela nossa tão querida Estação. Lá vem ele se despedindo do rio Muqui do Sul nos Pocitos e Pedrinha, antecedentes da sua chegada a Mimoso do Sul, confundindo o ranger dos seus soluços com o encanto suave do sussurrar das águas batendo nas pedras salientes que fizeram a alegria de uma geração. Prossegue mansamente, devagarzinho, como que se deliciando do último contato com os trilhos, seus amigos de dezenas e dezenas de anos, que juntos em um ajuste perfeito e harmônico venceram milhares de quilômetros e uniram cidades, povos e corações. Já vem adentrando a cidade e lá estão, como sempre, debruçados nas janelas, o senhor Enes e o Dr. Côrtes, que assistiram durante tantos anos o trem passar num leve trepidar de freios, bem próximo às suas casas que as paredes chegavam a tremer, não se sabe se por prazer ou medo. Essas pessoas tão queridas e respeitadas estão hoje lá no céu, mas escutam o resfolegar da passagem do último trem como uma melodia triste... de despedida. A rua Espírito Santo que viu nascer a cidade, o dono do botequim da Estação, Manoel Barreto Ramos, o Mané Caixeiro, também lá do infinito, observa com tristeza o barulho sinistro, o gemido sofrido da passagem do último trem. Este chegou à Estação carregando a melancolia da sua última viagem. Sem pressa, sem passageiros, sem grandes e sonoros apitos. Parecia um trem fantasma.

  Não era apenas mais uma viagem... era a última! Na Praça Central, até a nossa árvore símbolo estava triste... o clima geral era de velório de uma pessoa muito querida que partia definitivamente. Todos os olhares, marejados de lágrimas, observavam a passagem do trem que já vinha surgindo no pontilhão da Arca de Noé. Era uma imagem definitiva, sem volta. Unidos em um só pensamento, homens, mulheres e crianças observavam com indisfarçável emoção o que lhes causava profunda tristeza: o fim, a derradeira viagem de um trem pela nossa ferrovia. Lentamente o trem foi se afastando como se não desejasse se distanciar de imediato daquelas pessoas desoladas. Mas pouco a pouco foi tomando velocidade e ao se aproximar do pontilhão próximo ao Posto de Saúde, atingiu a curva e foi sumindo das vistas dos que lhes davam os últimos acenos de despedida, deixando para trás tantos momentos de alegrias, romantismo e esperança. Momentos esses que jamais iriam se materializar novamente. A nossa Estação, hoje desativada, foi parte indissolúvel da vida de várias gerações de mimosenses ... Mas como a Fênix poderá ressurgir das cinzas... e se transformar em 


 “UM POVO SEM O CONHECIMENTO DA SUA HISTÓRIA, ORIGEM E CULTURA É COMO UMA ÁRVORE SEM RAÍZES.” (Marcus Garvey) 

 José Luiz Barros

É Coronel Reformado do Exército Brasileiro. Promoções: a Aspirante a Oficial em 1972; a Segundo-Tenente em 1973; a Primeiro-Tenente em 1975; a Capitão em 1978; a Major em 1985 (por Merecimento); a Tenente-Coronel em 1990 (por Merecimento) e a Coronel em 1995 (por Merecimento). Passou para a Reserva do Exército em 15 de março de 2002. Foi agraciado com a mais alta condecoração do Exército em tempo de paz: a Medalha da Ordem do Mérito Militar. Trabalhou em Manaus (Comando Militar da Amazônia); no Rio de Janeiro e Niterói (Comando Militar do Leste); em Cuiabá e Aquidauana (Comando Militar do Oeste); João Pessoa (Comando Militar do Nordeste) e Pindamonhangaba (Comando Militar do Sudeste). Curso superior na Academia Militar das Agulhas Negras e Curso civil de Técnico em Contabilidade na Escola “Monsenhor Elias Tomasi.” Tem Mestrado em Aplicações Militares e Doutorado em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares (1990); Monografia: “Operações Militares no Pantanal”. Comandou o 9º Batalhão de Engenharia de Construção em Cuiabá -MT. 

Foi agraciado com a Medalha da Ordem do Mérito Militar que é a mais elevada honraria do Exército Brasileiro, em tempo de paz.


REFERÊNCIAS

BLEY, João Punaro. Depoimento. Entrevistado por João Eurípedes Leal e Fernando Lima Sanchotene, no ano de 1981, no Rio de Janeiro, RJ, na residência do Ex-Interventor Federal do Espírito Santo. Trabalho realizado a serviço do Instituto Jones dos Santos, que publicou em sua Revista IJSN, ano IV, nº 2, junho de 1985.

Helena Daltro Pontual – “Uma breve história das Constituições do Brasil”.

Grinalson Medina – “Páginas da Nossa Terra”.

Jória Motta Scalfora – Arquivo Público do Estado do Espírito Santo.

“Um Município em Revista – Mimoso do Sul – 1951”. Direção: Ormando de Moraes e Newton Braga.

Livro “Apiacá – A história de um povo e sua terra capixaba”, de Pedro Teixeira.

Estações Ferroviárias do Brasil.

Acervos fotográficos de: Renato Pires Mofati, Ramon Freitas, Rosângela Guarçoni, Fabrício Vieira Beredas (Drone Mimoso), Lidia Cabral ((Big Color), Neuza Vivas Vieira, Gerson França, João Odílio Guedes Faria, Jeza Amado, Mauro Marques da Silva, Repost: @narinesmn – Pontões, José Luiz Barros. 

Jornal “The Fish”, Jornal Digital “Mimoso in foco”, jornal “A Voz do Sul”, Blog de Alci Santos Vivas Amado (in memoriam), Blog Morro do Moreno.

Canal de Televisão Animal Planet – Programa “Terra Brasil” - Trilha até o cume do Pontão Menor, Distrito de Conceição do Muqui. Apresentadores: Anderson Santos (Botânico) e Aruay Goldschmidt (Engenheiro Agrônomo).

Filme “A Conquista – Uma estória de Aventura”, de Gustavo Sampaio (2016). Local: Pontão Maior, Comunidade de Alto Pontões, Distrito de Conceição do Muqui. Via: A Conquista. Grau de dificuldade: VII A3 D6. Alpinismo.

Monumento Natural Serra das Torres (MONAST), Distrito de São José das Torres. Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais – IEMA.

Rede Globo de Televisão – Programa “Globo Esporte”. Prática de Wingsuit. Local: Pico dos Pontões, Comunidade de Alto Pontões, Conceição do Muqui.

Câmara Municipal de Mimoso do Sul. Livro “Termo de Compromisso e Posse de Prefeitos e Vereadores”. Apoio: Lucy Verly Almagro e Patrícia Gonçalves Gomes Costa. 


 Autor: José Luiz Barros

Capa, Contracapa e apoio digital: Lídia Cabral – Big Color Mimoso do Sul

Revisora: Mônica Gasperoni Barros

Editoração e Diagramação: Wualas Designer (28) 99959-5852

Outras Publicações do Autor:

Causos de Santo Antônio do Muqui (2013); Como Lidar com Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (2014); Causos de Mimoso do Sul (2015); Os 70 anos do Hospital Apóstolo Pedro (coautoria-2015); Os 80 anos do Colégio “Monsenhor Elias Tomasi” (coautoria – 2016); Estação Mimoso (2016); Trevo da Sorte (coautoria-2018); Crônicas, Causos e Crias de Mimoso do Sul (2019); Antônio Gasperoni - Histórias para quem fica (2019). 



         

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