segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Ensinando com amor e não por amor

 

Ensinar com amor é um ato de consciência. Não nasce da obrigação, nem do sacrifício silencioso. Nasce do compromisso com a criança, com o conhecimento e com a própria dignidade profissional.

Ensinar com amor é acolher sem anular-se. É compreender a história do aluno sem assumir o que não cabe à escola. É planejar, orientar, corrigir, avaliar e educar com respeito e firmeza.

Ensinar por amor, muitas vezes, foi distorcido. Virou sinônimo de suportar o insuportável. De aceitar violência, desrespeito e sobrecarga. De romantizar a exaustão do professor.

Aqui, acreditamos que:

  • Amor não é permissividade

  • Cuidado não é submissão

  • Vocação não é exploração

  • Educação não é improviso

O professor não é pai. Não é mãe. Não é terapeuta. Não é assistente social.

O professor é educador. E educar também é estabelecer limites, dizer não, proteger-se e proteger o outro.

Ensinar com amor é:

  • Humanizar sem perder a autoridade

  • Acolher sem adoecer

  • Incluir sem abandonar critérios

  • Respeitar o aluno e a si mesmo

Este blog nasce para falar de educação real. Da escola que cuida, mas também se organiza. Da infância que precisa de afeto, estrutura e responsabilidade. Do professor que ensina com amor — e permanece inteiro.

Seja bem-vindo. Aqui, educar é um ato de consciência, coragem e humanidade.


OS 90 ANOS DE MIMOSO DO SUL (1930 a 2020) Autor: José Luiz Barros


Não era apenas mais uma viagem... era a última! Na Praça Central, até a nossa árvore símbolo estava triste... o clima geral era de velório de uma pessoa muito querida que partia definitivamente. Todos os olhares, marejados de lágrimas, observavam a passagem do trem que já vinha surgindo no pontilhão da Arca de Noé. Era uma imagem definitiva, sem volta. Unidos em um só pensamento, homens, mulheres e crianças observavam com indisfarçável emoção o que lhes causava profunda tristeza: o fim, a derradeira viagem de um trem pela nossa ferrovia. Lentamente o trem foi se afastando como se não desejasse se distanciar de imediato daquelas pessoas desoladas. Mas pouco a pouco foi tomando velocidade e ao se aproximar do pontilhão próximo ao Posto de Saúde, atingiu a curva e foi sumindo das vistas dos que lhes davam os últimos acenos de despedida, deixando para trás tantos momentos de alegrias, romantismo e esperança. Momentos esses que jamais iriam se materializar novamente. 



 “Maria Fumaça” na Estação

Hoje podemos vislumbrar sem grande margem de dúvida a passagem do último trem pela nossa tão querida Estação. Lá vem ele se despedindo do rio Muqui do Sul nos Pocitos e Pedrinha, antecedentes da sua chegada a Mimoso do Sul, confundindo o ranger dos seus soluços com o encanto suave do sussurrar das águas batendo nas pedras salientes que fizeram a alegria de uma geração. Prossegue mansamente, devagarzinho, como que se deliciando do último contato com os trilhos, seus amigos de dezenas e dezenas de anos, que juntos em um ajuste perfeito e harmônico venceram milhares de quilômetros e uniram cidades, povos e corações. Já vem adentrando a cidade e lá estão, como sempre, debruçados nas janelas, o senhor Enes e o Dr. Côrtes, que assistiram durante tantos anos o trem passar num leve trepidar de freios, bem próximo às suas casas que as paredes chegavam a tremer, não se sabe se por prazer ou medo. Essas pessoas tão queridas e respeitadas estão hoje lá no céu, mas escutam o resfolegar da passagem do último trem como uma melodia triste... de despedida. A rua Espírito Santo que viu nascer a cidade, o dono do botequim da Estação, Manoel Barreto Ramos, o Mané Caixeiro, também lá do infinito, observa com tristeza o barulho sinistro, o gemido sofrido da passagem do último trem. Este chegou à Estação carregando a melancolia da sua última viagem. Sem pressa, sem passageiros, sem grandes e sonoros apitos. Parecia um trem fantasma.

  Não era apenas mais uma viagem... era a última! Na Praça Central, até a nossa árvore símbolo estava triste... o clima geral era de velório de uma pessoa muito querida que partia definitivamente. Todos os olhares, marejados de lágrimas, observavam a passagem do trem que já vinha surgindo no pontilhão da Arca de Noé. Era uma imagem definitiva, sem volta. Unidos em um só pensamento, homens, mulheres e crianças observavam com indisfarçável emoção o que lhes causava profunda tristeza: o fim, a derradeira viagem de um trem pela nossa ferrovia. Lentamente o trem foi se afastando como se não desejasse se distanciar de imediato daquelas pessoas desoladas. Mas pouco a pouco foi tomando velocidade e ao se aproximar do pontilhão próximo ao Posto de Saúde, atingiu a curva e foi sumindo das vistas dos que lhes davam os últimos acenos de despedida, deixando para trás tantos momentos de alegrias, romantismo e esperança. Momentos esses que jamais iriam se materializar novamente. A nossa Estação, hoje desativada, foi parte indissolúvel da vida de várias gerações de mimosenses ... Mas como a Fênix poderá ressurgir das cinzas... e se transformar em 


 “UM POVO SEM O CONHECIMENTO DA SUA HISTÓRIA, ORIGEM E CULTURA É COMO UMA ÁRVORE SEM RAÍZES.” (Marcus Garvey) 

 José Luiz Barros

É Coronel Reformado do Exército Brasileiro. Promoções: a Aspirante a Oficial em 1972; a Segundo-Tenente em 1973; a Primeiro-Tenente em 1975; a Capitão em 1978; a Major em 1985 (por Merecimento); a Tenente-Coronel em 1990 (por Merecimento) e a Coronel em 1995 (por Merecimento). Passou para a Reserva do Exército em 15 de março de 2002. Foi agraciado com a mais alta condecoração do Exército em tempo de paz: a Medalha da Ordem do Mérito Militar. Trabalhou em Manaus (Comando Militar da Amazônia); no Rio de Janeiro e Niterói (Comando Militar do Leste); em Cuiabá e Aquidauana (Comando Militar do Oeste); João Pessoa (Comando Militar do Nordeste) e Pindamonhangaba (Comando Militar do Sudeste). Curso superior na Academia Militar das Agulhas Negras e Curso civil de Técnico em Contabilidade na Escola “Monsenhor Elias Tomasi.” Tem Mestrado em Aplicações Militares e Doutorado em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares (1990); Monografia: “Operações Militares no Pantanal”. Comandou o 9º Batalhão de Engenharia de Construção em Cuiabá -MT. 

Foi agraciado com a Medalha da Ordem do Mérito Militar que é a mais elevada honraria do Exército Brasileiro, em tempo de paz.


REFERÊNCIAS

BLEY, João Punaro. Depoimento. Entrevistado por João Eurípedes Leal e Fernando Lima Sanchotene, no ano de 1981, no Rio de Janeiro, RJ, na residência do Ex-Interventor Federal do Espírito Santo. Trabalho realizado a serviço do Instituto Jones dos Santos, que publicou em sua Revista IJSN, ano IV, nº 2, junho de 1985.

Helena Daltro Pontual – “Uma breve história das Constituições do Brasil”.

Grinalson Medina – “Páginas da Nossa Terra”.

Jória Motta Scalfora – Arquivo Público do Estado do Espírito Santo.

“Um Município em Revista – Mimoso do Sul – 1951”. Direção: Ormando de Moraes e Newton Braga.

Livro “Apiacá – A história de um povo e sua terra capixaba”, de Pedro Teixeira.

Estações Ferroviárias do Brasil.

Acervos fotográficos de: Renato Pires Mofati, Ramon Freitas, Rosângela Guarçoni, Fabrício Vieira Beredas (Drone Mimoso), Lidia Cabral ((Big Color), Neuza Vivas Vieira, Gerson França, João Odílio Guedes Faria, Jeza Amado, Mauro Marques da Silva, Repost: @narinesmn – Pontões, José Luiz Barros. 

Jornal “The Fish”, Jornal Digital “Mimoso in foco”, jornal “A Voz do Sul”, Blog de Alci Santos Vivas Amado (in memoriam), Blog Morro do Moreno.

Canal de Televisão Animal Planet – Programa “Terra Brasil” - Trilha até o cume do Pontão Menor, Distrito de Conceição do Muqui. Apresentadores: Anderson Santos (Botânico) e Aruay Goldschmidt (Engenheiro Agrônomo).

Filme “A Conquista – Uma estória de Aventura”, de Gustavo Sampaio (2016). Local: Pontão Maior, Comunidade de Alto Pontões, Distrito de Conceição do Muqui. Via: A Conquista. Grau de dificuldade: VII A3 D6. Alpinismo.

Monumento Natural Serra das Torres (MONAST), Distrito de São José das Torres. Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais – IEMA.

Rede Globo de Televisão – Programa “Globo Esporte”. Prática de Wingsuit. Local: Pico dos Pontões, Comunidade de Alto Pontões, Conceição do Muqui.

Câmara Municipal de Mimoso do Sul. Livro “Termo de Compromisso e Posse de Prefeitos e Vereadores”. Apoio: Lucy Verly Almagro e Patrícia Gonçalves Gomes Costa. 


 Autor: José Luiz Barros

Capa, Contracapa e apoio digital: Lídia Cabral – Big Color Mimoso do Sul

Revisora: Mônica Gasperoni Barros

Editoração e Diagramação: Wualas Designer (28) 99959-5852

Outras Publicações do Autor:

Causos de Santo Antônio do Muqui (2013); Como Lidar com Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais (2014); Causos de Mimoso do Sul (2015); Os 70 anos do Hospital Apóstolo Pedro (coautoria-2015); Os 80 anos do Colégio “Monsenhor Elias Tomasi” (coautoria – 2016); Estação Mimoso (2016); Trevo da Sorte (coautoria-2018); Crônicas, Causos e Crias de Mimoso do Sul (2019); Antônio Gasperoni - Histórias para quem fica (2019). 



         

Projeto: Escola que Protege

 EM MIMOSO DO SUL, O CEIM JARDIM DE INFÂNCIA “CORINA BICALHO GUIMARÃES” ABRAÇA A DEFESA DAS CRIANÇAS, COM O PROJETO “ESCOLA QUE PROTEGE”

Numa parceria da SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO e o  CONSELHO TUTELAR, visando desenvolver desde o ensino pré-escolar, ações concretas, artísticas e criativas na Educação Infantil. Primamos pela  defesa dos direitos das crianças, as Professoras de Atividade Diversificada: Keyla Mara Bernardes Abdala e Teresa Muri, sob a orientação das Pedagogas Maria Cristina Coutinho e Elisangela Barboza, e o incondicional apoio da Diretora Cida Marques, desenvolvem o Projeto: "Escola que Protege ".

Não podemos nos omitir! A violência contra crianças é crime. 

Está é a ideia principal defendida pelas Professoras e toda a Equipe Escolar, junto aos alunos, seus familiares e toda comunidade,  pela prevenção ao abuso sexual infantil. 

Escola, família e comunidade. “Não podemos esquecer, temos que lembrar e combater.” - Assim, o objetivo do Projeto desenvolvido pela Escola CEIM JARDIM DE INFÂNCIA "CORINA BICALHO GUIMARÃES"  é mobilizar, sensibilizar, informar e convidar toda a comunidade a participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, em um g










esto de parceria, de conscientização e mobilização pública, sem fugir do lúdico, que é essencial a todas as crianças.

Projeto Mimoso do Sul – Uma Redescoberta da Identidade Local( Interdisciplinar)

 



Justificativa

A identidade cultural de Mimoso do Sul foi construída pela presença indígena, africana e quilombola. As Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, a BNCC e a LDB determinam que essas temáticas sejam trabalhadas. Este projeto interdisciplinar busca valorizar essas raízes culturais por meio de atividades lúdicas e integradas nas aulas de Literatura, Arte, Ensino Religioso e Educação Física, adequadas à faixa etária da pré-escola, fortalecendo o sentimento de pertencimento e respeito à diversidade.

Objetivo Geral

 Promover a valorização da diversidade cultural e da identidade local de Mimoso do Sul, por meio de práticas pedagógicas interdisciplinares ao longo do ano letivo de 2026.

Específicos

  • Estimular o respeito às diferenças desde a infância.
  • Desenvolver a criatividade e a imaginação por meio da literatura e da arte.
  • Trabalhar valores de solidariedade, igualdade e pertencimento.
  • Proporcionar vivências corporais e brincadeiras tradicionais ligadas às culturas indígena, africana e quilombola.

Cronograma Anual – 2026

Mês

Literatura

Arte

Ensino Religioso

Educação Física

   Fevereiro

Histórias sobre amizade e identidade

Mural “Quem somos”

Respeito e solidariedade

Jogos cooperativos

    Março

Lendas indígenas

Pintura com grafismos indígenas

Respeito à natureza

Brincadeiras indígenas

    Abril

Histórias  africanas

Mascaras e colares africanos

Solidariedade e ancestralidade

Capoeira adaptada e samba de roda

    Maio

Narrativas quilombolas

Mural  “Resistencia e identidade”

Igualdade

e justiça

Jogos de roda e danças quilombolas

   Junho

Histórias da família e da cidade

Exposição de fetos e releituras

Memória e

 tradição

Brincadeiras tradicionais

   Julho

Histórias que unem culturas

Oficinas coletivas de artesanato

Diversidade cultural

Ensaios e danças

  Agosto

Pequenas histórias criadas pelas Crianças

 

Pintura coletiva “Mimoso e suas raízes”

Empatia e Respeito

Ensaios de apresentações culturais

Setembro

Histórias sobre respeito as diferenças

Mural “Somos diferentes, mas iguais”

Cooperação e amizade

Jogos cooperativos em grupo

Outubro

Organização de histórias

Preparação de trabalhos artísticos

Produção de convites

Ensaios de apresentações cultural local

Novembro

História da Emancipação Politica do Municipio

Exposição Artística Mural “ minha cidade, Minha Historia”

Roda de conversa sobre identidade, Pertencimento e gratidão

Apresentações de danças e capoeira

Dezembro

Produção de um Mural Coletivo

Exposição final

Solidariedade e partilha

Festa de encerramento

 






 

 

 

 



 

 






 













Metodologia

  • Literatura: contação de histórias, lendas e poesias indígenas, africanas e quilombolas.
  • Arte: pintura, artesanato, mural coletivo e confecção de máscaras e colares.
  • Ensino Religioso: rodas de conversa sobre valores (respeito, solidariedade, igualdade, ancestralidade).
  • Educação Física: brincadeiras tradicionais, jogos de roda, capoeira adaptada e danças circulares.

 

 Recursos

  • Materiais: papel, tintas, sementes, tecidos, instrumentos de percussão simples, fotos antigas.
  • Humanos: professores das áreas envolvidas, alunos, famílias e comunidade local.
  • Espaços: sala de aula, pátio, salão da escola.

 

Avaliação

A avaliação será processual e contínua, considerando:

  • Participação das crianças nas atividades.
  • Produção artística e literária.
  • Demonstração de valores como respeito, cooperação e solidariedade.
  • Envolvimento da família e da comunidade.


WIKIPÉDIA. Mimoso do Sul. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. (pt.wikipedia.org in Bing

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