Maria Aparecida Rodrigues Marques

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Professora Maria Aparecida R. Marques mas podem me chamar de (Cida Marques) Professora graduada em pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins e Pós Graduada em Artes, Gestão Publica , Educação Infantil e Series Iniciais pela Faculdade de administração FACEL. Professora concursada em duas matriculas pela rede municipal. Contato pelo email: cidarmarques2@hotmail.com tenho 45 anos, sou casada, tenho dois filhos lindo, um de 05 anos e o outro 24 anos. Trabalho na Educação Infantil municipal a 22 anos. Amo o que faço, busco sempre melhorar, procuro entender meus alunos para poder ajudá-los. Para mim ser professora é uma missão. Agradeço a Deus por ter me dado essa oportunidade e os meus pais por terem me incentivado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Projetos para o mês da criança:CRIANÇA É ALEGRIA!

 Mês das crianças chegando... que tal um projeto de solidariedade na escola?

Que tal um mês para a instituição da brincadeira como norteadora curricular?

                             

Outubro costuma ser um mês ímpar nas escolas. Com programações diferenciadas que incluem: lanches especiais, sessões de vídeos, passeios, piqueniques, viagens, entre outros. A infância vem sendo comemorada, de longa data, nas instituições.
Contudo, é bom relembrarmos a origem dessa marca na “folhinha”, bem como os eventos que alavancaram tal legitimação em nossa sociedade. O Dia da Criança foi criado oficialmente, no Brasil, por um decreto do presidente Artur Bernardes, em 1924, mas só muito depois, na década de 1960, a ideia emplacou de verdade. O comércio e, especialmente, a escolha do bebê Johnson´s podem se orgulhar da “mãozinha que deram” para que a criançada tivesse o seu dia reconhecido. Dia, esse, que ganhou plural e virou mês: de festas, de presentes, de alegria.


                             

Entretanto, cabe às escolas, aos pais, aos professores e a sociedade reverem alguns aspectos dessa comemoração. Principalmente, porque o direito à ludicidade precisa ser diário nas escolas (atividade de rotina). A oferta de passeios, de festas, de programação cultural precisa ser contínua e não apenas pontual. Uma "escola que brinca" é uma escola que tem muito mais trabalho pedagógico, pois necessita que toda a sua comunidade reconheça o brinquedo como fundamental ao processo de aprendizagem.
A data não pode continuar tendo como ponto alto o comércio de brinquedos. Ao contrário, precisa ser um momento anual para a sociedade refletir sobre essa categoria humana que é a infância.Temos o ECA já grandinho, 20 anos, mas ainda com pouco efeito regulamentador.
Além disso, é preciso ensinar às crianças que estão nas escolas que elas são privilegiadas, pois muitas infâncias não são (se quer) reconhecidas. Contar-lhes que: no "Brasil passado", as crianças escravas e filhas de imigrantes tiveram o seu tempo de brincar roubado. Que os mendigos e os favelados de hoje são resultados dessa situação. E que, no Brasil atual, muitas crianças continuam ignoradas em seus direitos, sejam do lazer, dos estudos, do brincar. São crianças “ninja” que moram nos bueiros, que crescem nas ruas, que buscam “até onde podem” o próprio sustento. É preciso contar-lhes sobre as crianças orfãos que estão nos abrigos (onde as comemorações também são intensificadas, pontualmente, nas datas santas e no mês da criança).
Já postei aqui fotos que mostram a realidade de algumas crianças brasileiras, recomendo para os pré-adolescentes: João e Bilu (1 e 2- história de dois irmãos, catadores de papel, que mesmo trabalhando, brincam, “transformam” com a imaginação o cenário árduo num jogo de vídeo-game). Para uma possível reunião de pais sugiro Crianças invisíveis, que mostra realidades sociais opostas e o mesmo problema: crianças que não têm tempo para brincar ou em virtude do trabalho ou por excesso de atividades extracurriculares.
 Na semana passada, ouvi de uma amiga o seguinte “ao invés de deixar um mundo melhor para as crianças, os pais precisam é deixar pessoas melhores para o mundo”. Essa feliz inversão nos termos da frase, certamente, poderá sulear um bom projeto educativo para o mês das crianças, ou melhor, para os anos escolares da infância.

Dicas:

1- Que tal organizar um bazar de roupas e brinquedos usados na escola? A renda pode ser doada para uma instituição que cuide dos menores no município.

Cada criança administra sua banca, conta seu dinheiro, faz compras na banca do vizinho.

(obs: roupas e brinquedos são doações comuns e, geralmente, não faltam nessas instituições, já materiais de higiene, fraldas etc costumam ser escassos.)

2- Que tal criar o canto da “descartoteca”? Onde brinquedos que as crianças não brincam em casa possam ser doados para a sala de aula.

Além disso, ao invés do dia do brinquedo porque não instituir a hora diária do brinquedo? Reveja as Diretrizes Educacionais para o Ensino Fundamental de 9 anos. (MEC).

3-Que tal chamar o pessoal do Conselho Tutelar do município para falar um pouco das atribuições e do trabalho desse órgão? Ou o pessoal do Conselho da Infância e Juventude?

4- Que tal um projeto que parta da palavra ALEGRIA?


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Meninas, até o dia 12 só falaremos sobre a infância, combinado?

Então, conjuguemos:

Eu brinco,

Tu brincas,

Ele brinca,

Nós brincamos,                                                                                

Vós brincais,

Eles brincam,
                              
De quê? De roda, de casinha, de trilha, de caça ao tesouro, de polícia-ladrão, de ovo-choco, de vídeo-game, de detetive, de quebra-cabeça, de palhaço, de super-herói, de imitar animais, de bambolê, de sapata, de falar na língua do p, de fazer castelos na areia... Ufa! Para um dia, está bom!



                           
                         
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