Maria Aparecida Rodrigues Marques

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Professora Maria Aparecida R. Marques mas podem me chamar de (Cida Marques) Professora graduada em pedagogia pela Fundação Universidade do Tocantins e Pós Graduada em Artes, Gestão Publica , Educação Infantil e Series Iniciais pela Faculdade de administração FACEL. Professora concursada em duas matriculas pela rede municipal. Contato pelo email: cidarmarques2@hotmail.com tenho 45 anos, sou casada, tenho dois filhos lindo, um de 05 anos e o outro 24 anos. Trabalho na Educação Infantil municipal a 22 anos. Amo o que faço, busco sempre melhorar, procuro entender meus alunos para poder ajudá-los. Para mim ser professora é uma missão. Agradeço a Deus por ter me dado essa oportunidade e os meus pais por terem me incentivado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PROJETO CRIANÇA É ESPERANÇA

JUSTIFICATIVA

A escola é um local por excelência, de aprendizagem, de formação para a cidadania e, portanto, espaço ideal para a discussão e reflexão dos direitos inerentes à criança, oportunizando à criança conhecer, analisar e discutir suas responsabilidades e direitos a partir do Projeto “A criança é esperança”.

OBJETIVO GERAL

* Oportunizar o desenvolvimento da consciência crítica da criança em relação à sua condição de cidadã, sujeito de direitos e deveres, proporcionando atividades lúdicas de aprendizagem.


OBJETIVOS ESPECÍFICOS


• Conhecer e discutir o ser criança e valorizar a sua identidade infantil;

• Conhecer a Declaração Universal dos Direitos da Criança;

• Refletir sobre os deveres da criança dentro da sociedade entendendo, sobretudo, o significado da palavra RESPONSABILIDADE;

• Expressar pensamentos e sentimentos relacionados à infância por meio de desenhos, pinturas, poesias, textos narrativos, músicas e outros decorrentes;

• Proporcionar às crianças momentos lúdicos evidenciando o valor da brincadeira.


ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS


• Na abertura do projeto, realização de uma gincana (por turma) com pistas bem interessantes e divertidas. A “lembrança” será entregue no final da aula. Questionando por exemplo. Em uma roda de conversa, questionar as crianças: do que vocês acham que todas as crianças precisam para viver bem? Se vocês fossem escrever os seus direitos, quais seriam?A professora deverá registrar as opiniões das crianças, organizando como um poema com o título Os direitos das crianças. Quando todas as crianças tiverem dado a sua contribuição a professora realizará com eles uma leitura coletiva em voz alta. Em seguida, apresentará a sugestão: Vamos ler um poema da autora Ruth Rocha? O título dele também é Os direitos das crianças. Será que ela pensa como vocês? Leitura, interpretação do texto e montagem de um painel ilustrado coletivo;

• Em uma roda de conversa, questionar as crianças se elas conhecem a palavra ESPERANÇA. Em que contextos a escutaram? Quem sabe o que é? Quem não souber, deve ser orientado a pesquisar da maneira que tiver acesso. Ex: Perguntar a outros adultos da instituição, entrevistar alguém. A professora registrará todos os conceitos que a turma conseguiu e ao final da pesquisa a turma explicará com suas palavras o significado da palavra. Releitura dos direitos da criança por meio de pinturas, desenhos, colagens, dramatizações, dobraduras, confecção de máscaras, maquetes, esculturas etc.;

• Realização da dinâmica da semente com as crianças: em uma roda de conversa, a professora explicará às crianças que elas terão uma experiência diferente: farão de conta que são sementes! Mas, para que a atividade dê certo mesmo, serão necessários concentração e silêncio. Então, com uma música suave tocando ao fundo, a professora inicia convidando cada criança a fechar os olhos e se colocar no chão encolhendo-se ao máximo, como se fosse uma semente jogada na terra. Pede então, que cada uma imagine que é uma semente que o semeador vai lançando à cova, ao sulco. Com voz suave, vai falando: que tipo de semente você é: grande, pequena, forte, frágil... Sinta o peso da terra que é jogada para cobri-la. Ouça os trovões, escute a chuva que cai. Sinta o corpo molhado. Agora o sol se levanta e vai aquecendo a terra. Sinta-se como a semente inchando e germinando. Vá movimentando lentamente os dedos e as mãos como o broto que surge. Vem mais chuva que refresca, e novamente o sol, que provoca novo impulso no crescimento. Isso mesmo, vai levantando o corpo e abrindo os braços como se fossem galhos. Já de pé, veja como o vento balança seus galhos; sinta os galhos das outras plantas que estão perto de você. Veja como os pássaros vêm pousar em seus galhos, abra as mãos para que possam fazer um ninho e criar seus filhotes. Veja como os pássaros tratam seus filhotes com carinho. Ih! Formou-se uma tempestade! Vem o vento. Veja como ela quebra galhos e leva até arvores inteiras. A enxurrada cava as raízes... Ufa! Graças a Deus passou. Agora vêm as flores. Sinta as abelhas e o beija-flor fazendo festa. E as flores se transformando em frutos. Os frutos vão crescendo e amadurecendo. Epa! Já vêm aqueles meninos! Nem esperam os frutos amadurecer...Outros frutos resistem e amadurecem. Sinta a alegria daqueles que colhem os frutos. Os pássaros fazem aquela festa... Mas não deram conta de todos. Sobraram alguns. É chegada a hora. Pof! Caia ao chão como um fruto que derrama suas sementes. E começa tudo de novo... Novamente na roda de conversa, a professora perguntará o que as crianças sentiram durante a dinâmica. Elas gostaram? Por quê? Qual a importância das sementes para a natureza? Vamos escutar uma música chamada Semente do amanhã. Do que será que ela vai falar? Audição, leitura e interpretação da música Semente do Amanhã, de Gonzaguinha. Plantação de sementes de flores, legumes etc. simbolizando a confiança no futuro;


• Após a leitura da Declaração Universal dos Direitos da Criança, proporcionar um momento em que, na rodinha, as crianças observarão gravuras que mostram o desrespeito aos seus direitos (a professora selecionará previamente as gravuras). Questionar: o que estas gravuras estão representando? Quais os direitos estão sendo desrespeitados? Em nossa cidade, observamos situações parecidas? Realização da leitura do cartum de Jean Galvão, questionando: a personagem é um adulto ou uma criança? Em que local ela se encontra? O que ela está fazendo? O que cada palavra do cartum representa? Qual gravura representa: a moradia? A informação? A alimentação? A educação? O transporte? O saneamento básico? A saúde? Qual a relação entre o cartum e as gravuras lidas anteriormente? Em seguida, peça que as crianças imaginem que está nas mãos delas resolver estes problemas: o que elas fariam? Peça que elas registrem em forma de textos;

• Pesquisa em revistas e jornais: notícias, manchetes, fotografias e artigos que tenham relação com a criança. Socialização do material coletado e organização dos mesmos em dois blocos: um contendo imagens e textos que mostram crianças exercendo seus direitos; outro com imagens e textos que retratam a violação dos direitos da criança. Confecção de cartazes;


• Na rodinha, apresentar às crianças a frase Cidadania é quando... e solicitar que as crianças a completem de acordo com o que pensam. Em seguida, apresentação e leitura do poema Cidadania é quando..., de Nilson José Machado, interpretação e ilustração do mesmo;

• Em uma roda de conversa, questionar as crianças: e se o mundo fosse governado pelas crianças, como seria? Audição, leitura e interpretação da música Depende de nós, de Sérgio Mendes. Produção de texto, desenho, colagem, pintura e montagem de um painel com o mesmo título;

• Na rodinha, apresentar às crianças uma sacola surpresa, cheia de objetos. Em seguida, mostrar os objetos às crianças e questionar o nome de cada um (dentre estes objetos, é importante que haja alguns repetidos). Após a apresentação de todos os objetos, pedir que cada criança diga o seu nome próprio. Continuar questionando: vimos que alguns objetos estavam repetidos e tinham o mesmo nome, como podemos fazer para diferenciá-los? E em nossa turma, temos crianças com os nomes iguais? Quando as pessoas têm o mesmo nome, o que as diferencia? Ouvir a opinião das crianças e falar que elas escutarão uma música que fala sobre isso, por isso devem prestar atenção para ver se a música diz a mesma coisa que eles. Audição da música Gente tem sobrenome, de Toquinho e Elifas Andreato, interpretação da mesma a partir da comparação da sua letra com as opiniões emitidas pelas crianças. Questionamentos: quais das pessoas citadas na música, vocês conhecem? Qual é o sobrenome de cada criança da nossa turma (caso as crianças não saibam, a professora lerá para elas)? Por que é importante que todas as pessoas tenham um nome? Explicar às crianças que quando elas nasceram, seus pais escolheram o seu nome e foram ao cartório registrá-las. Apresentar uma certidão de nascimento às crianças, explicando a importância deste documento para o exercício da cidadania. Retomada da Declaração Universal dos Direitos da Criança, enfocando o princípio 3: “A criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade”;

• Em uma roda de conversa, trabalhar a importância do nome de cada um. Perguntar quem o escolheu, o motivo da escolha, o significado, quem tem apelido, quem o colocou etc. Caso a criança não saiba, passar como pesquisa (pedir às famílias que contem às crianças a história dos seus nomes). Ao abordar a questão dos apelidos, é importante ressaltar a importância do respeito, evitando chamar o colega por apelido, se o mesmo não gostar. A partir da leitura do poema O Nome da Gente, de Pedro Bandeira, questionar às crianças: como seria se todos escolhessem o próprio nome quando adultos? E, se assim fosse, como poderíamos chamar alguém sem uma identificação tão própria como é o nosso nome? Se você pudesse trocar o seu nome, qual escolheria e por quê? Realização de atividades como: pesquisa em revistas, recorte das letras dos nomes e montagem de cartaz com os nomes das crianças da turma; bingo com os nomes; escrita dos nomes das crianças espalhados pelo pátio, com letras grandes, para que cada uma procure o seu;

• Realização da atividade Solidariedade é...: traga para a roda de conversa uma tira de papel kraft ou cartolina com 10x40cm, com a palavra SOLIDARIEDADE escrita em letra bastão. Mostre-a para as crianças e fale que você trouxe uma palavra muito interessante para o grupo. Pergunte se todos sabem o que está escrito. Se disserem que sabem, pergunte-lhes o que ela quer dizer. Leia a palavra para elas e pergunte quem sabe o que significa. Amplie as possibilidades de significações trazidas pelas crianças com mais questionamentos. Por exemplo: solidariedade é ser bondoso? Ajudar a mamãe? Auxiliar os amigos quando precisam de alguma coisa? Ajudar alguém quando está com dificuldade? Dividir as coisas que estão sobrando? Fazer bem à natureza e aos animais? Conversar com alguém que está triste? Dando continuidade à conversa, escreva no quadro ou no papel kraft a frase Solidariedade é... e faça uma lista com as respostas dadas pelas crianças. Distribua folhas de papel ofício e materiais de pintura e peça que façam um desenho para representar a solidariedade. Organize uma nova roda de conversa para que a turma possa mostrar e falar sobre suas produções. Encaminhe os diálogos para que todos tenham oportunidade de se expressar. Ao final, fixe na parede da sala ou do corredor uma faixa com a frase Solidariedade é... e, logo abaixo, as produções dos pequenos. Peça a ajuda da turminha na montagem do mural;

• Exercite com as crianças por meio de encenações, a prática da solidariedade. Antes, escreva com elas pequenas encenações que contenham uma pessoa com dificuldade e outras para ajudá-la. Crie situações em que a solidariedade, a compreensão e o amor sejam necessários, como um idoso ou uma pessoa com deficiência visual querendo atravessar a rua, uma pessoa com braço ou perna engessados precisando de um lugar para se sentar, uma mãe com um bebê no colo aguardando na fila do banco etc. Estimule as crianças a fazer os dois papéis, tanto o de quem ajuda como o de quem é ajudado;

• Em uma roda de conversa, pergunte as crianças quem faz os trabalhos domésticos em sua casa. Questione-as sobre de que maneira podem ajudar a mãe ou a pessoa responsável por estas tarefas. É importante ressaltar os cuidados necessários para evitar acidentes domésticos com facas, fogo, produtos químicos etc. Produza com as crianças uma lista de coisas que elas podem fazer para ajudar em casa e passe, com letra bastão e reproduza. Entregue uma cópia para cada criança, para que elas possam levar para casa. Incentive as crianças a conversar com suas mães ou responsáveis sobre a possibilidade de ajudarem em casa um dia por semana, realizando uma das tarefas listadas em sala de aula;

• Jogo Solidariedade no dia a dia: divida as crianças em grupos de 04 ou 05 componentes e entregue-lhes um jogo de cartas com uma situação problema e as sugestões para ela (nos anexos). Explique-lhes que eles terão que escolher uma carta com o problema e observar as soluções sugeridas para chegar a uma conclusão de qual é a solução mais adequada para aquela situação. Depois que os grupos terminarem as discussões e chegarem às conclusões que acharem melhor, questione-os com relação a qual tipo de situação-problema tiveram que resolver, se acharam difícil a escolha de uma solução e por que acreditam ser aquela a melhor. Pergunte-lhes quais outras soluções eles teriam para tais situações;

• Atividade Mãozinhas Mágicas: na rodinha, inicie uma conversa que estimule as crianças a dizerem o que pensam e o que sentem quando estão felizes. Em seguida, os alunos deverão carimbar uma das mãos em uma folha de ofício. Escolha a técnica mais adequada ou a que você considere mais interessante. Ex.: contorno e colagem com areia, impressão com tinta guache etc. Quando terminarem, um aluno por vez deverá dizer ao grupo uma boa e uma má ação que aquela mãozinha já praticou. Monte um painel escrevendo as boas ações feitas pelas crianças. Em volta das palavras, desenhe um grande coração e peça que as crianças colem suas mãozinhas, formando uma moldura;

• Em uma roda de conversa, estimule as crianças a falarem sobre respeito. Faça perguntas como: O que é respeito? De que maneira tratamos bem nossos amigos? O que seus amigos fazem que demonstra que sentem respeito por você? Quando um amigo falta com o respeito, o que ele diz? O que é respeito? Peça que cada criança diga uma situação de desrespeito de que não gosta. Entregue revistas à turma e peça que as crianças pesquisem gravuras que ilustram situações de respeito e desrespeito: às pessoas, ao meio ambiente etc.;

• Realização de atividades que estimulem a demonstração de afeto e respeito entre as crianças. Exemplo: lanche coletivo, trabalhando a partilha e a solidariedade; Brincadeira do beijo, abraço ou aperto de mão (atenção, esta atividade não é recomendada para as crianças que estão na fase das mordidas); Conversa sobre a importância de demonstrarmos carinho pelas pessoas. Sugira que todos se abracem após aprenderem e cantarem a música A paz do mundo, de Thelma Chan; Hoje é dia de cafuné: as crianças fazem carinho na cabeça de um amigo. Elas podem fazer carinho na sua também e você nas delas; Que vontade de colinho: proponha que as crianças brinquem de “Nana neném” com seus amiguinhos; Sugira que as crianças inventem apelidos carinhosos para os colegas e escreva-os em um cartaz (só valem apelidos carinhosos, aqueles que ofendem o colega estão proibidos); Dinâmica do carinho na boneca: na rodinha, uma boneca passará pela mão de cada criança e cada uma deverá fazer um gesto de carinho nela. Depois que a boneca passar por todas as crianças, elas deverão fazer o mesmo carinho que fizeram na boneca no coleguinha que estiver sentado do seu lado direito;

• Brincadeira Todo mundo junto: coloque vários colchonetes no chão formando um círculo (a quantidade varia conforme o número de alunos. Pode ser de dois a quatro, pois várias crianças sentarão em um mesmo colchonete). Peça aos alunos para se movimentarem em roda, fora dos colchonetes. Enquanto isso, coloque uma música bem animada para tocar. Quando a música parar, todos devem se sentar nos colchonetes. Na próxima rodada um colchonete é retirado e a música é colocada novamente. Novamente, as crianças deverão se sentar quando ela parar. Na terceira rodada, tire mais um colchonete e repita o mesmo procedimento. Como não caberão mais todas as crianças nos colchonetes restantes, elas terão de se sentar no colo dos colegas. Para finalizar, deixe somente um colchonete e, quando a música parar, todos devem dar um jeito de se sentar. Variação: você pode repetir esta brincadeira com folhas de jornal espalhadas em um espaço livre. Coloque uma música para as crianças andarem, desviando dos jornais. Quando o som parar, todos devem encostar uma parte do corpo solicitada por você em um jornal. A cada rodada retire uma folha até sobrar apenas uma (as crianças terão que encostar no mesmo jornal);

• Em uma roda de conversa, questione as crianças sobre as atitudes que consideram adequadas e inadequadas dentro e fora da escola. Faça o papel de intermediador, permitindo que todas se expressem. Em seguida, questione as crianças a respeito da importância de preservar os espaços que habitam, que são utilizados não só por eles, mas também por colegas, familiares e demais pessoas (neste momento podem ser abordados temas como: limpeza e organização dos ambientes, uso racional da água e da energia elétrica, preservação do patrimônio público, cuidado com os materiais, carteiras, aparelhos, brinquedos etc.) é importante ainda levá-las a refletir sobre a necessidade de respeitar e ajudar as pessoas. Após este momento de exploração do tema, realização do jogo da memória “A arte da convivência”: Ainda na rodinha, realize a leitura das gravuras do jogo com as crianças, propondo que elas associem as mesmas ao tema trabalhado: boa convivência em casa, na escola ou em ambientes sociais. Permita que elas observem e comentem sobre as figuras. Em seguida, divida a turma em grupos de 04 alunos para que brinquem de jogo da memória com as cartas. A professora deve acompanhar o jogo com as crianças das turmas menores a fim de que elas se apropriem das regras do mesmo;

• Em uma roda de conversa, a professora questionará as crianças se elas conhecem as “palavrinhas mágicas”. Quais são estas palavrinhas? Qual é a mágica que elas fazem? Apresentação da música Palavrinhas Mágicas, cantada por Eliana. A professora, perguntará se as palavrinhas mágicas da música são as mesmas que elas haviam mencionado anteriormente. Indagará também sobre situações nas quais estas palavras são usadas e se as crianças percebem a diferença em utilizá-las, como dizer “por favor” ou simplesmente pegar o material do coleguinha sem dizer nada. Em seguida, as crianças serão incentivadas a fazer encenações de situações nas quais as “palavrinhas mágicas” podem e devem ser usadas;

• Atividade Caixa das Boas Maneiras. Antes de começar a atividade, decore uma caixa de papelão não muito grande para servir como “Caixa das Boas Maneiras”, onde serão guardadas as gravuras que estão nos anexos. Recorte-as e cole-as em cartolina. Na roda diária de conversa, apresente a caixa para a classe, explique o que ela guarda e peça que uma criança por dia retire uma ficha. Solicite que o aluno mostre aos demais colegas a carta retirada e questione-os se sabem o que a gravura representa. Converse um pouco sobre a atitude ilustrada e permita que as crianças se manifestem e dêem suas opiniões. Depois de explorar a gravura, guarde-a fora da caixa, para que todas possam ser lidas, sem repetição e só depois as guarde;

• Realização do Jogo das Boas Maneiras: Desenhe com giz no chão um caminho com espaços onde serão colocadas as gravuras das boas maneiras (mesmas que serão utilizadas na Caixa das Boas Maneiras) e escritos os números para formar um jogo de trilha. Na primeira casa, escreva a palavra SAÍDA, depois numere os espaços na seqüência. A cada três casas, coloque uma gravura. Em algumas casas, desenhe uma flor. Os pinos de movimentação serão uma criança de cada grupo. Escreva as perguntas a seguir em pedaços de papel ofício e separe-os. PERGUNTAS: Você desembrulhou uma bala, mas não acha lixo para jogar o papel. O que deve fazer? / Um colega o empurrou. Você deve empurrá-lo também? / Você precisa de um lápis emprestado. Como deve pedi-lo?/Você levou um tombo e alguém o ajudou a levantar. O que você precisa falar para essa pessoa? / Você está passeando de ônibus, sentado em um banco confortavelmente. Chega uma pessoa de idade, o que você deve fazer? / Você pode jogar chiclete no chão? / Você pode passar na frente das pessoas em uma fila? / Você pode falar de boca cheia ou deve mastigar primeiro para depois falar? / A vizinha da casa onde mora sempre fala “bom dia” quando o vê passar de manhã. Isso é certo ou errado? / Você quebrou o vaso da sua mãe, o que deve falar para ela? O JOGO: Divida a turma em grupos. O primeiro participante joga o dado. O número da face virada para cima é a quantidade de casas em que ele deverá se movimentar. Se parar em uma casa que contenha a flor, a professora fará uma das perguntas para o seu grupo. Se a resposta dada estiver correta, o participante avança uma casa. Do contrário, ele deverá voltar um número. Caso pare em uma casa que contenha o desenho de alguma situação, a criança deve dizer se a atitude ilustrada está correta ou não. Se estiver errada, ela deve dizer qual seria a melhor atitude a tomar. Acertando, o jogador pode andar uma casa. Do contrário, volta uma. Vence o jogo a equipe que chegar ao final primeiro;

• Produção de um livro de história coletivo a partir das discussões a respeito dos direitos e deveres das crianças, nas turmas de Educação Infantil a professora poderá ser a escriba e as crianças as autoras e ilustradoras;

• Confecção do Livro dos Direitos e Deveres da Criança;

• Momento de humor! Leitura e interpretação do texto Declaração universal do moleque invocado, de Fernando Bonassi. E então, que tal sugerir às crianças que elas também escrevam sua própria declaração de criança invocada? Explique que a intenção delas ao criar esta declaração será a de provocar o riso nos leitores, no caso, a comunidade escolar. Oriente a turma a fazer uma lista das coisas que elas mais gostam e procurar transformá-las em declarações interessantes e cheias de humor. Elas também podem fazer uma ilustração para cada declaração que forem criando. Depois que todos os trabalhos ficarem prontos, elas poderão montar um varal: o varal da criança invocada. Este varal pode ser montado na sala de aula ou nos corredores da escola/creche a fim de que todos possam conferir a criatividade da e se divertir com os trabalhos;

• Em uma roda de conversa, explorar com as crianças o significado da palavra RESPONSABILIDADE. Questionar, por exemplo: Quem é responsável pela organização da creche/escola? Quem é responsável pelos trabalhos da sala de aula? Quem é responsável pela arrumação da casa? Quem é responsável pela limpeza das ruas? Quem é responsável pela educação dos filhos? Quem é responsável pelo preparo da merenda da creche/escola? Quem é responsável pela organização do trânsito da cidade? É um elogio quando falamos que uma pessoa não tem responsabilidade?Por quê?Como é chamada uma pessoa que não tem responsabilidade? Quem sabe dizer o que é ser responsável?É importante ser responsável? Por quê? Crianças também devem ter responsabilidades? Quais? (Importante: ao final desta discussão, as crianças devem ter percebido que a responsabilidade deve ser partilhada por todos que querem ajudar o mundo a ser um lugar melhor.) Elaboração de uma lista de responsabilidades das crianças: na escola, em casa, na comunidade e divisão da turma em equipes para elaboração de faixas com frases e ilustrações que estimulem as crianças a serem responsáveis;

• Na rodinha, questionar: O que é ser igual? O que é ser diferente? Realização da brincadeira do espelho: divisão da turma em duplas. As crianças terão que imitar umas às outras, uma dupla de cada vez, no centro da rodinha. A professora deve questionar a cada criança: O que você tem de igual ao seu colega? O que você tem de diferente? Leitura e interpretação do texto Não somos figurinhas!, de Claúdia Werneck questionando as crianças se elas concordam com a menina ou não e por quê;

• Dinâmica das cores: leve um aparelho de som para a classe e coloque uma música suave. Espalhe vários gizes de cera de várias cores no centro da rodinha e peça que cada criança escolha a cor que mais lhe agrada. Haverá cores iguais e cores diferentes. Converse com elas sobre como seria o mundo se tudo fosse de uma só cor... Azul, por exemplo; e se tudo fosse amarelo? Ou vermelho? Será que elas comeriam uma banana azul? Ou uma laranja roxa? Sim? Não? Por quê? Você pode perguntar se é bom haver cores diferentes e por quê. Depois, peça às crianças que caminhem pela sala ao som de uma música calma e observem uns aos outros. Assim como as cores, cada um é diferente. Muitas coisas variam: cor e tipo de cabelo, formato e cor dos olhos, tamanho e formato do nariz, altura, cor da pele... Pergunte que cor de giz de cera é mais parecido com a cor da pele de cada um (Caso alguma criança diga que sua cor é “feia”, procure fazê-la se sentir valorizada. Este momento será propício para melhorar a auto-estima dessa criança). Valorize de modo positivo as características de cada um;

• Realização do momento: Vamos ouvir uma história? Ainda promovendo a reflexão sobre os direitos das crianças a professora, de maneira bem criativa, contará para as crianças a história da menina Savita (texto A carta de Savita, de Joe Hoestland). É interessante trabalhar com o mapa-múndi, solicitando que as crianças localizem a Índia e o Brasil. Os problemas que as crianças indianas enfrentam são semelhantes aos das brasileiras? ;

• Apresentação da música Criança não trabalha de Arnaldo Antunes. Leitura e interpretação da mesma, questionando as crianças acerca da afirmação que criança dá trabalho. Elas concordam com esta idéia? De acordo com as discussões que foram realizadas sobre os direitos e deveres da criança, as crianças devem dar trabalho ou não? Criação de desenhos, colagens, coreografias etc. a partir da música;

• Na rodinha, propor às crianças que respondam as seguintes questões: O que é ser criança? É bom ser criança? Por quê? A professora deverá registrar as respostas das crianças em um cartaz e deixar o mesmo exposto na sala. Em seguida, propor que se expressem sobre estas questões da maneira como preferirem: através de textos, colagens, desenhos etc. Os trabalhos deverão ser socializados com o grupo e organizados em um painel;

• Realização de oficinas de construção de brinquedos com sucata. Na rodinha, apresente às crianças esta proposta. Questione-as sobre o reaproveitamento de embalagens para criar brinquedos, os materiais que eles poderão utilizar, quais os brinquedos poderão construir e como farão isso. Criem um plano de ação para a realização desta atividade: marquem a data e distribuam as atribuições. No dia marcado, transformem a sala em um “ateliê de alegria” em que as crianças construirão os brinquedos que imaginaram. Ao final, peça que as crianças digam o que acharam da experiência e apresentem seus brinquedos, relatando todas as etapas e os materiais utilizados. Montem uma exposição com o material confeccionado;

• Na rodinha, conversa sobre a brincadeira esconde-esconde: como se brinca? Quem gosta dela ou não? Por quê? Divisão da turma em grupos e entrega das gravuras representando esta brincadeira para que as crianças as sequenciem logicamente. Socialização das formas como cada grupo organizou as gravuras. Produção de texto a partir das gravuras (por grupo) e apresentação na rodinha. Em seguida, realização da leitura do texto Esconde-esconde, de Maurício de Sousa e comparação do mesmo com os textos que elas produziram. O que eles têm em comum? O que têm de diferente? Etc. Realização da brincadeira com as crianças;

• Contação da história Cachinhos de ouro. Interpretação da mesma, explorando a forte relação familiar existente entre os ursos e levando as crianças a refletirem sobre as ações da menina com perguntas como: podemos entrar na casa das pessoas sem sermos convidados? E mexer nas coisas que não são nossas? Como será que a família de ursos se sentiu com a invasão da Cachinhos de ouro? Realização de questionamentos sobre a importância da família na vida de uma criança e a maneira como são estruturadas as famílias de cada criança da turma, relembrando o sexto princípio da Declaração: “Toda criança tem direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade. Ela deverá crescer com o amparo de seus pais ou de seu responsável legal, em um ambiente de afeto e segurança.”. Desenho dos membros da família e pesquisa em revistas para pesquisa e colagens com recortes de pessoas que se pareçam com os membros da própria família. Na rodinha, solicitar que cada criança apresente o seu trabalho;

• Contação da história de Chapeuzinho Vermelho, propondo às crianças uma reflexão sobre o papel do idoso na sociedade. Quais são os direitos das pessoas idosas? Como as pessoas idosas devem ser tratadas pelas crianças? Como Chapeuzinho Vermelho tratava a sua avó? Quais os sentimentos que ela demonstra ter pela sua avó? Produção de textos e desenhos em que as crianças se expressem sobre esta temática;

• Brincadeira: Amarelinha. Faça uma roda com os alunos e pergunte a eles: Quem conhece a amarelinha? Quais os tipos de amarelinha que conhecem? Deixe que desenhem como elas são. Como se joga a amarelinha? Como podemos organizar essa brincadeira? Como se decide quem joga primeiro? Após levantar o que os alunos sabem sobre essa brincadeira, a professora pode propor que todos vão conhecer uma amarelinha. Pode-se iniciar explorando com as crianças somente a maneira de pular, uma vez que não é simples esse pular, elas precisam coordenar muitas ações ao mesmo tempo. Num outro momento então, pode-se ensiná-las como é a brincadeira. Enquanto algumas crianças são convidadas a iniciar, as demais observam sentadas em círculo ao redor do diagrama. Uma criança também pode auxiliar a outra. Ao final, reúna a turma para fazer um fechamento da atividade: pode ser uma roda onde os alunos falem sobre como foi jogar, o que foi fácil e o que foi difícil, tomem decisões sobre como realizar a brincadeira numa próxima vez, ou realizar um desenho da brincadeira, ou ainda produzir um texto coletivo sobre as regras aprendidas. Repita a brincadeira, pelo menos umas quatro vezes, para que todas as crianças tenham oportunidade de aprender a brincadeira e superar suas dificuldades, vencendo os desafios propostos, bem como, apreender todas as regras;

• Peça que cada criança converse em casa com os pais, tios, avós etc. sobre os brinquedos que mais marcaram suas infâncias e as brincadeiras que costumavam fazer. Peça que anotem tudo que eles disserem e, se necessário, façam um desenho que explique a brincadeira. Em classe, após a socialização da pesquisa, realize a leitura do texto não verbal com as imagens dos “brinquedos de antigamente”. Quais destes brinquedos ainda são usados atualmente? Algum destes brinquedos foi citado nas pesquisas que eles fizeram com seus familiares? Eles já brincaram com algum destes brinquedos? Existe alguma diferença entre os brinquedos de antigamente e os da atualidade? Qual (is)?

• Conversa com as crianças sobre a origem dos brinquedos a partir das questões: vocês já pensaram como os brinquedos são criados? Como vocês imaginam que a bola foi inventada? E a bicicleta? Qual será o brinquedo mais antigo do mundo? Atividade de pesquisa: em casa, perguntar aos pais, tios, avós, como foi a infância deles, o que foi mais marcante

• Produção de uma cartilha (recorte e colagem)com as brincadeiras favoritas da turma: proponha às crianças a confecção de uma cartilha com as suas brincadeiras favoritas. A escrita será desenvolvida em duas etapas. Primeiro, pergunte às crianças quais são as brincadeiras de que elas mais gostam e faça uma lista das mesmas no quadro. Em seguida, peça que as crianças se dividam em grupos , que cada grupo escolha brincadeiras da lista (coordene a distribuição das brincadeiras pelos grupos a fim de evitar repetições)e monte com eles a cartilha.

• A apreciação dos trabalhos resultará, sem dúvida, em verdadeiras lições de cidadania;

RECURSOS

• Fichas da Declaração Universal dos Direitos das Crianças;

• CD com músicas

• Cartolina;

• Papel Kraft;

• Papel ofício;

• Tinta guache;

• Pincel;

• Hidrocor;

• Giz de cera;

• TNT;

• Revistas e jornais;

• Cola;

• Tesoura.



ANEXOS:

GENTE TEM SOBRENOME


“A criança tem direito a um nome e a uma nacionalidade”. (Princípio 3)


Todas as coisas têm nome

Casa, janela e jardim

Coisas não têm sobrenome

Mas a gente sim



Todas as flores têm nome

Rosa, camélia e jasmim

Flores não têm sobrenome

Mas a gente sim



O Chico é Buarque, Caetano é Veloso

O Ari foi Barroso também

E tem o São Jorge, tem o Jorge Amado

Tem outro que é o Jorge Ben



Quem tem apelido, Dedé, Zacarias

Mussum e a Fafá de Belém

Tem sempre um nome e depois do nome

Tem sobrenome também



Todo brinquedo tem nome

Bola, boneca e patins

Brinquedos não têm sobrenome

Mas a gente sim



Coisas gostosas têm nome

Bolo, mingau e pudim

Doces não têm sobrenome

Mas a gente sim



Renato é Aragão, o que faz confusão

Carlitos é o Charles Chaplin

E tem o Vinícius, que era de Moraes

E o Tom Brasileiro é Jobim



Quem tem apelido, Zico, Maguila

Xuxa, Pelé e He-man

Tem sempre um nome e depois do nome

Tem sobrenome também



BÊ-A-BÁ



“A criança tem direito à educação para desenvolver as suas aptidões, suas opiniões e o seu sentimento de responsabilidade moral e social.” (Princípio 7).

Quando a gente cresce um pouco

É coisa de louco o que fazem com a gente:

Tem hora pra levantar,

hora pra se deitar,

Pra visitar parente.

Quando se aprende a falar,

se começa a estudar,

Isso não acaba nunca.

E só vai saber ler,

só vai saber escrever

Quem aprender o bê-a-bá.

E além do abecedário,

um grande dicionário

Vamos todos precisar:



Com A escrevo amor,

com B bola de cor,

Com C eu tenho corpo, cara e coração.

Com D ao meu dispor escrevo dado e dor,

Com E eu sinto emoção!

Com F falo flor,

com G eu grito gol

Com H de haver eu posso harmonizar.

Com I desejo ir,

com J volto já,

com L tenho luar.

Com M escrevo mão, mamãe, manjericão,

Com N digo não e o verbo nascer.

Com O eu posso olhar,

com P paparicar,

Com Q eu quero querer.

Com R posso rir,

Com S sapoti,

Com T tamanduá,

com U Urubupungá.

Com V juro que vi,

com X faço xixi,

No fim o Z da zebra.



NATUREZA DISTRAÍDA



“A criança deficiente tem direito à educação e cuidados especiais.” (Princípio 5)

Como as plantas somos seres vivos,

Como as plantas temos que crescer.

Como elas, precisamos de muito carinho,

De sol, de amor, de ar pra sobreviver.



Quando a natureza distraída

Fere a flor ou um embrião,

O ser humano, mais que as flores,

Precisam na vida

De muito afeto e toda compreensão.



CASTIGO NÃO



“A criança não deve ser abandonada, espancada ou explorada, não deve trabalhar quando isso atrapalhar a sua educação, saúde e o seu desenvolvimento físico, mental ou moral.” (Princípio 9)



Um dia você crescerá,

Será gente grande também.

Depois você vai namorar,

Gostar muito, muito de alguém.

E quando você se casar

Virá com certeza um neném.



Não deixe nunca seu filho sozinho,

Sem proteção.

Castigos não fazem ninguém mais bonzinho,

Não fazem, não.



Não levante a voz

Nem levante a mão.

Não bata, não xingue

Nem dê beliscão.

Não trate as crianças

Como bem entender.

Gritos não vão resolver.



Criança que apanha

Não aprende a lição.

Com jeito ela vai aprender.



IMAGINEM



“A criança deve ser protegida do preconceito, deve ser educada com o espírito de amizade entre os povos, de paz e fraternidade, deve desenvolver as suas capacidades para o bem dos seus semelhantes.” (Princípio 10)



Imaginem todos vocês

Se o mundo inteiro vivesse em paz.

A natureza talvez

Não fosse destruída jamais.



Russo, cowboy e chinês

Num só país sem fronteiras.

Armas de fogo, seria tão bom,

Se fossem feitas de isopor.

E aqueles mísseis de mil megatons

Fossem bombons de licor.



Flores colorindo a terra

Toda verdejante, sem guerra.

Nenhum seria tão rico,

Nem outro tão pobrinho:

Todos num caminho só.



Rios e mares limpinhos,

Com peixes, baleias, golfinhos.

Faríamos as usinas e bombas nucleares

Virarem pão-de-ló.



Imaginem todos vocês

Um mundo bom que um beatle sonhou.

Peçam a quem fala Inglês

Versão da canção que John Lenon cantou



ERRAR É HUMANO



“A criança tem direito a ser compreendida, deve ter oportunidade de se desenvolver em condições de igualdade de oportunidades, com liberdade e dignidade.” (Princípio 2)



Não, não é vergonha, não,

Você não ser o melhor da escola, campeão de skate,



O bom de bola ou de natação.

Não, não é vergonha, não,

Aprender a andar de bicicleta

Se escorando em outra mão.



Não, não é vergonha, não,

Você não saber a tabuada,

Pegar a onda, contar piada, rodar pião.

Não, não é vergonha, não,

Precisar de alguém que ajude

A fazer sua lição.



A vida irá, você vai ver,

Aos poucos te ensinando

Que o certo você vai saber

Errando, errando, errando.



Não, não é vergonha, não,

Ser da rua o mais gordinho,

Ter pernas tortas, ser baixinho ou grandalhão.

Não, não é vergonha, não.

Todos sempre têm algum defeito,

Não existe a perfeição.



CADA UM É COMO É



“A criança tem direito ao amor e à compreensão, deve crescer sob a proteção dos pais, com afeto e segurança para desenvolver a sua personalidade.” (Princípio 6)

Papai é como é, entendo ele até,

Sua vida não é mole, não.

Se sai pra trabalhar, só volta pro jantar,

Cochila em frente da televisão.



Quando chega feliz, mamãe torce o nariz

Mas diz que não é ciúmes não

E se ele às vezes ta de saco cheio,

A mamãe diz "rabo-de-saia tá no meio"



Mamãe foi sempre assim, sempre cuidou de mim,

Diz que eu não sei reconhecer

Pensei em namorar, fingiu até gostar

E que daria uma sogra exemplar



Por fim não agüentou, a que ponto chegou

Me disse assim sem compaixão

Os filhos das minhas filhas são meus netos

E dos meus filhos não sei se meus netos são



Homem e mulher, que confusão,

Cada um é como é...

Por fora, tudo bem, por dentro não.

Ninguém parece com ninguém.



Vovô sabe o que quer, se falam de mulher

Pra ele todas são iguais

Se acaba de almoçar, recosta no sofá

E ronca entre as notícias dos jornais.



Ta bom, mas tenha dó, aonde já se viu

Diz que nunca traiu vovó

Se bebe um pouco mais fica assanhado

Sai beliscando a moça que tiver do lado



Vovó é genial, da casa é a mais normal,

Só quis o que a vida lhe deu

Os filhos soube ter, se orgulha de dizer

Que do que fez nunca se arrependeu



Diz que o fim do mundo está por um segundo,

Olhando a Playboy do papai

Até com sua neta anda cismada

Diz que esse tal de fio-dental não cobre nada



Homem e mulher, que confusão,

Cada um é como é...

Por fora, tudo bem, por dentro não.

Ninguém parece com ninguém.



DEVERES E DIREITOS



“A criança tem direito à igualdade, sem distinção de raça, religião ou nacionalidade.”(Princípio 1)

Crianças: iguais são seus deveres e direitos.

Crianças: viver sem preconceito é bem melhor.

Crianças: a infância não demora, logo, logo vai passar,

Vamos todos juntos brincar.



Meninos e meninas,

Não olhem cor, religião nem raça.

Chamem quem não tem mamãe,

Que o papai tá lá no céu,

E os que dormem lá na praça.



Meninos e meninas,

Não olhem religião nem cor.

Chamem os filhos do bombeiro,

Os dois gêmeos do padeiro

E o caçulinha do doutor.



Meninos e meninas,

O futuro ninguém adivinha.

Chamem os que não tem ninguém,

Pois criança é também

O menino trombadinha.



Meninos e meninas,

Não olhem cor nem raça nem religião.

Bons amigos valem ouro,

A amizade é um tesouro

Guardado no coração.



É BOM SER CRIANÇA



“A criança em qualquer circunstância deve ser a primeira a receber proteção e socorro”(Princípio 8)

É bom ser criança

ter de todos a atenção

a mamãe carinho do papai a proteção

é tão bom se divertir

e não ter que trabalhar

só comer, crescer, dormir e brincar

é bom ser criança

isso às vezes nos convém

nos temos direitos e gente grande não tem

só brincar, brincar, brincar

sem pensar no boletim

bem que isso podia nunca mais ter fim

é bom ser criança

sem ter que se preocupar

com a conta do banco

e ter filhos pra criar

é tão bom não ter que ter

prestações para se pagar

só comer, crescer, dormir e brincar

é bom ser criança

ter amigos de montão

fazer cross saltando

tirando as rodas do chão

soltar pipas lá do céu

deslizar sobre patins

bem que isso podia nunca mais ter fim.


PALAVRINHAS MÁGICAS



Eliana -Composição: Dany Junior

Algumas palavrinhas são mágicas

E ajudam a gente a viver melhor

Por favor, muito obrigado

Com licença, tudo bem?

Pode passar

Eu te amo, brinca comigo?

Como vai meu amigo?

Aquele abraço!

Bom dia, boa tarde, boa noite

A bênça mãe, a bênça pai

Bom dia, boa tarde, boa noite

Viver assim é bom demais



Essas palavrinhas mágicas

Palavras mágicas são assim

Têm um poder maior

Que abracadabra e sinsalabim

Assim, assim



Se alguém fizer o nosso bem

Muito obrigado, muito obrigado

Se alguém quiser pedir pra alguém

Diz por favor, diz por favor, diz por favor

Então é bom acreditar

A vida é bem melhor se a gente tem

O quê?



DEPENDE DE NÓS

A Turma Do Balão Mágico



Composição: Sérgio Mendes

Depende de nós quem já foi ou ainda é criança

Que acredita ou tem esperança

Quem faz tudo pra um mundo melhor



Depende de nós que o circo esteja armado

Que o palhaço esteja engraçado

Que o riso esteja no ar

Sem que a gente precise sonhar



Que os ventos cantem nos galhos

Que as folhas bebam orvalhos

Que o sol descortine mais as manhãs



Depende de nós se este mundo ainda tem jeito

Apesar do que o homem tem feito

Se a vida sobreviverá



SEMENTE DO AMANHÃ

Composição: Gonzaguinha

Ontem um menino que brincava me falou

que hoje é semente do amanhã...



Para não ter medo que este tempo vai passar...

Não se desespere não, nem pare de sonhar



Nunca se entregue, nasça sempre com as manhãs...

Deixe a luz do sol brilhar no céu do seu olhar!

Fé na vida, fé no homem, fé no que virá!



nós podemos tudo,nós podemos mais

Vamos lá fazer o que será



A PAZ DO MUNDO

Telma Chan



A paz do mundo

Começa no meu coração

No seu coração

A paz

A paz do mundo

Começa num abraço

Dá um abraço pela paz

Abraça, abraça

Abraça, abraça, abraça (BIS)



TEXTOS



O NOME DA GENTE

Pedro Bandeira



Eu não gosto

do meu nome,

não fui eu

quem escolheu.

Eu não sei porque se metem

com um nome que é só meu!

O nenê

que vai nascer

vai chamar

como o padrinho,

vai chamar

como o vovô.

mas ninguém vai perguntar

o que pensa

o coitadinho.



Foi meu pai quem decidiu

que o meu nome fosse aquele.

Isso só seria justo

se eu escolhesse

o nome dele.



Quando eu tiver um filho,

Não vou pôr nome nenhum.

Quando ele for bem grande,

ele que escolha um !

CIDADANIA É QUANDO...

Nilson José machado



... Não gasto água à toa

Água tão boa

Pra se beber

Água tão pura

Água tão rara!



... Trato as árvores

Como amigas

Muito queridas

Respiro com elas

Respeito a vida!

(...)



... Não desperdiço

Nem alimento

Nem energia

Senão, um dia

A Terra se cansa

Usar demais

Somente a paz

E a esperança

... Torço bastante

Para meu time

Do coração

Ser campeão

Mas, se ele perde,

Sei que ganhou

O outro time

O do meu irmão...

(...)



... Sei dar valor

A quem trabalha

Com muito amor

Seja onde for

Para que o mundo

Seja melhor

Viva o lixeiro!

Viva o padeiro!

Viva o doutor!

Viva o encanador!



OS DIREITOS DAS CRIANÇAS

Ruth Rocha



Toda criança do mundo

Deve ser bem protegida

Contra os rigores do tempo

Contra os rigores da vida.



Criança tem que ter nome

Criança tem que ter lar

Ter saúde e não ter fome

Ter segurança e estudar.



Não é questão de querer

Nem questão de concordar

Os diretos das crianças

Todos tem de respeitar.



Tem direito à atenção

Direito de não ter medos

Direito a livros e a pão

Direito de ter brinquedos.



Mas criança também tem

O direito de sorrir.

Correr na beira do mar,

Ter lápis de colorir...



Ver uma estrela cadente,

Filme que tenha robô,

Ganhar um lindo presente,

Ouvir histórias do avô.



Descer do escorregador,

Fazer bolha de sabão,

Sorvete, se faz calor,

Brincar de adivinhação.



Morango com chantilly,

Ver mágico de cartola,

O canto do bem-te-vi,

Bola, bola,bola, bola!



Lamber fundo da panela

Ser tratada com afeição

Ser alegre e tagarela

Poder também dizer não!



Carrinho, jogos, bonecas,

Montar um jogo de armar,

Amarelinha, petecas,

E uma corda de pular.



Um passeio de canoa,

Pão lambuzado de mel,

Ficar um pouquinho à toa...

Contar estrelas no céu...



Ficar lendo revistinha,

Um amigo inteligente,

Pipa na ponta da linha,

Um bom dum cahorro-quente.



Festejar o aniversário,

Com bala, bolo e balão!

Brincar com muitos amigos,

Dar pulos no colchão.



Livros com muita figura,

Fazer viagem de trem,

Um pouquinho de aventura...

Alguém para querer bem...



Festinha de São João,

Com fogueira e com bombinha,

Pé-de-moleque e rojão,

Com quadrilha e bandeirinha.



Andar debaixo da chuva,

Ouvir música e dançar.

Ver carreiro de saúva,

Sentir o cheiro do mar.



Pisar descalça no barro,

Comer frutas no pomar,

Ver casa de joão-de-barro,

Noite de muito luar.



Ter tempo pra fazer nada,

Ter quem penteie os cabelos,

Ficar um tempo calada...

Falar pelos cotovelos.



E quando a noite chegar,

Um bom banho, bem quentinho,

Sensação de bem-estar...

De preferência um colinho.



Embora eu não seja rei,

Decreto, neste país,

Que toda, toda criança

Tem direito de ser feliz!



E quando a noite chegar,

Um bom banho, bem quentinho,

Sensação de bem-estar...

De preferência um colinho.



Uma caminha macia,

Uma canção de ninar,

Uma história bem bonita,

Então, dormir e sonhar...



Embora eu não seja rei,

Decreto, neste país,

Que toda, toda criança

Tem direito a ser feliz!



VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO

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Você vive isolado do mundo e das pessoas, fazendo o que quer, na hora em que bem entende? Provavelmente não, certo? Mesmo sem perceber, você já sabe o que é cidadania: todo mundo que vive em sociedade tem deveres para cumprir e direitos para serem respeitados.

Cidadania é justamente essa relação de respeito com o meio em que a gente vive e as pessoas que fazem parte dele. Os deveres existem para organizar a vida em comunidade. Em casa, na escola, na rua, no shopping – em qualquer lugar a gente vai encontrar regrinhas, o que pode ser feito e o que não pode. Às vezes você perde a paciência com tudo isso... Mas, se não fosse desse jeito, a convivência ficaria impossível.

Os direitos existem para que cada um de nós tenha uma vida digna e decente, ainda que nem sempre eles sejam respeitados. Como cidadão, todo ser humano já nasce com uma série de direitos: direito à vida, ao trabalho, à liberdade. Também as crianças têm direitos só para elas, assim como os consumidores, e até mesmo os animais. Ser cidadão também é bater o pé para que os direitos não sejam só leis no papel.


FAZENDO UM MUNDO MELHOR



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Desde o momento em que nasce, toda criança se torna cidadã. E por isso, criança também tem direitos. Não é porque são pessoas pequenas que as crianças são menos importantes. Pelo contrário: elas devem receber atenção especial, pois a infância é a fase mais importante da vida.

Para que todos tenham uma infância legal, a ONU (Organização das Nações Unidas) criou um conjunto de direitos para as crianças. É a Declaração Universal dos Direitos da Criança, escrita em 1959.

Essa declaração assegura que todas as crianças tenham direitos iguais. Elas não podem sofrer distinção ou discriminação por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição.

Casa, comida e remédio não podem faltar. Desde o nascimento, toda criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, tem direito a crescer e se desenvolver com saúde, alimentação, habitação, recreação e assistência médica adequadas.

A Declaração diz também que as crianças com deficiências físicas ou mentais devem ter tratamento, educação e cuidados especiais



A INVENÇÃO DO ABRAÇO

(Ricardo Silvestrin)

Há braços longos e curtos,

magros e gordos.

Há braços brancos e negros,

de velhos, de crianças.

há braços de homens e de mulheres.

Há braços e braços.

Até que um dia

alguém deu um passo, diminuiu o espaço

e fez do braço um laço.

Foi um sucesso, virou moda,

e hoje até na hora do fracasso

se há braço há abraço.


BOLO DE CHOCOLATE CRIANÇA FELIZ



Ingredientes:

4 ovos

2 xícaras de açúcar

1 xícara rasa de óleo

1 xícara de chocolate em pó

1 xícara de água fervente

1 colher de sopa de fermento em pó

2 xícaras de farinha de trigo



Modo de fazer


Bata no liquidificar o óleo e os ovos. Acrescente o açúcar e bata mais. Coloque a água fervente e o chocolate em pó e continue batendo. Na batedeira, misture com a farinha de trigo. Por último, acrescente o fermento em pó. Coloque em uma fôrma untada com óleo e asse em forno médio.



Cobertura

Misture 1 lata de leite condensado, três colheres de chocolate em pó e 1 colher de manteiga. Leve ao fogo brando e mexa até engrossar. Espalhe sobre o bolo ainda morno e corte-o em quadrados.



FONTE http://educacao-ale.blogspot.com/

OBS:

1- Este projeto é um pouco extenso, mas muito bom, vale a pena conferir...

2- Encontrei este projeto na net e fiz algumas adaptações de acordo com minha realidade.

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