Maria Aparecida Rodrigues Marques

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Maria Aparecida Rodrigues Marques tel:28-99868860

domingo, 13 de novembro de 2011

Projeto dia da conciencia negra EDUCAÇÃO NÃO TEM COR






• História, Cultura e Diversidade: Quais as coisas que fazem parte da nossa

cultura que adquirimos por influência africana?

• Ser humano, Direitos humanos e Igualdade: Como o negro é visto dentro da

nossa sociedade?

• Educação, ética e etnia: Valorização e respeito da nossa própria identidade.



1.2. CONTEÚDO FOCO:
                                  

O conteúdo foco é a educação voltada para consciência da importância do

negro para a constituição e identidade da nação brasileira e principalmente, do

respeito à diversidade humana e a abominação do racismo e do preconceito,

desenvolvido por meio de um processo educativo do debate, do entorno, buscando nas

nossas próprias raízes a herança biológica e/ou cultural trazida pela influência africana.

Inicialmente, será conduzido pela simples observação de fotos de revistas sobre algumas

coisas que fazem parte da cultura africana (comidas, danças, vestimentas, etc.);

estabelecendo a seguir um vínculo entre as curiosidades que surgirem dos alunos sobre

o tema e a instigação provocada pelo professor no intuito de ir avançando no

conhecimento sobre o assunto.



ROBLEMA:

                          
Historicamente, o Brasil, no aspecto legal, teve uma postura ativa e permissiva

diante da discriminação e do racismo que atinge a população afro-descendente brasileira

até hoje. Nesse sentido, ao analisar os dados que apontam as desigualdades entre

brancos e negros, constatou-se a necessidade de políticas específicas que revertam o

atual quadro.

                                

No campo da educação, promover uma educação ética, voltada para o respeito e

convívio harmônico com a diversidade deve-se partir de temáticas significativas do

ponto de vista ético, propiciando condições desde a mais tenra idade, para que os alunos

e alunas desenvolvam sua capacidade dialógica, tomem consciência de nossas próprias

raízes históricas que ajudaram e ajudam a constituir a cultura e formar a nação

brasileira, pois, o preconceito e o racismo são uma das formas de violência, diante

disso, quais as situações que temos possibilidades de mudar? Qual seria a nossa

contribuição concreta para viabilizar a conscientização das pessoas?

3. JUSTIFICATIVA:


Comemorar o 20 de novembro – Dia da Consciência negra, dedicando o mês de

novembro, para debater e refletir sobre as diferenças raciais e a importância de cada um

no processo de construção de nosso país, estado e comunidade. Com este trabalho

espero que a consciência de valorização do ser humano ultrapasse as fronteiras da

violência, do preconceito e do racismo.



4. OBJETIVOS:
                        

• Valorizar a cultura negra e seus afro-descendentes e afro-brasileiros, na escola e

na sociedade;

• Entender e valorizar a identidade da criança negra;

• Redescobrir a cultura negra, embranquecida pelo tempo;

• Desmitificar o preconceito relativo aos costumes religiosos provindos da cultura

africana;

• Trazer à tona, discussões provocantes, por meio das rodas de conversa, para um

posicionamento mais crítico frente à realidade social em que vivemos.


5. DESENVOLVIMENTO:

O desenvolvimento do projeto estará em consonância com os blocos temáticos

citados e será feito de acordo com as necessidades da turma e a realidade local,

estabelecendo o problema e a proposta de conteúdo para a classe. O tema será

desenvolvido na sala de aula por meio de atividades para a sua exploração,

sistematização e para a conclusão dos trabalhos. Os alunos devem fazer observações

diretas no entorno familiar, observações indiretas em ilustrações e/ou vídeos,

experimentações e leituras. Para tanto vamos utilizar:

• Livro:“Menina bonita do laço de fita” de Maria Helena Machado, Ed. Ática,

2007;

• Livro: “Declaração Universal dos direitos humanos” – adaptação Ruth Rocha e

Otávio Roth, 2003;

• Estudo de alguns artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos;

• Exibição de vídeo (clipes): ”Missa dos quilombos” – música de Milton

Nascimento;

• Promover reflexões positivas de reportagens jornalísticas e textos da atualidade

que tratam sobre o tema;

• Audição, análise e ilustração da música de Milton Nascimento “Uakti – lágrimas

do sul”;

• Ilustrações dos trabalhos de Candido Portinari – “Menina com tranças e laços”

fazendo uma analogia com o livro “Menina bonita do laço de fita” e “cabeça de

negro”.

• Estar em contato com músicas da cultura africana como o samba, a batucada;

• Produção em artes com sucatas;

• Se possível, assistir e participar de uma apresentação de capoeira – a confirmar;



Atividades:

• Hora da história: leitura e análise de alguns artigos do livro “Declaração

Universal dos Direitos Humanos” e “Menina bonita do laço de fita”;

• Verificação do caminho geográfico feito da África para o Brasil por meio do

mapa mundi;

• Estudos de música, fazendo releituras e transformando-os em ilustrações

pedagógicas para uma amostra cultural;

• Confeccionar cartazes – recorte, pintura e colagem - com fotos de revistas que

tratam da diversidade étnica brasileira e a cultura do negro;

Realizar brincadeiras e jogos infantis:

• Construção de uma máscara africana com saco de pão;

• Construção e de um tabuleiro do jogo Kalah – feito com caixa de ovos (um jogo

de tabuleiro que veio da África que simula o plantio de sementes, desenvolvendo

a atenção e a concentração da criança);


6. FECHAMENTO DO PROJETO:


MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA



(Ana Maria Machado)



Era uma vez uma menina linda, linda.

Os olhos pareciam duas azeitonas pretas brilhantes, os cabelos enroladinhos e bem negros.

A pele era escura e lustrosa, que nem o pelo da pantera negra na chuva.

Ainda por cima, a mãe gostava de fazer trancinhas no cabelo dela e enfeitar com laços de fita coloridas.

Ela ficava parecendo uma princesa das terras da áfrica, ou uma fada do Reino do Luar.

E, havia um coelho bem branquinho, com olhos vermelhos e focinho nervoso sempre tremelicando. O coelho achava a menina a pessoa mais linda que ele tinha visto na vida.

E pensava:

- Ah, quando eu casar quero ter uma filha pretinha e linda que nem ela...

Por isso, um dia ele foi até a casa da menina e perguntou:

- Menina bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?

A menina não sabia, mas inventou:­

- Ah deve ser porque eu caí na tinta preta quando era pequenina...

O coelho saiu dali, procurou uma lata de tinta preta e tomou banho nela.

Ficou bem negro, todo contente. Mas aí veio uma chuva e lavou todo aquele pretume, ele ficou branco outra vez.

Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:

- Menina bonita do laço de fita, qual é o seu segredo para ser tão pretinha?

A menina não sabia, mas inventou:

- Ah, deve ser porque eu tomei muito café quando era pequenina.

O coelho saiu dali e tomou tanto café que perdeu o sono e passou a noite toda fazendo xixi.

Mas não ficou nada preto.

- Menina bonita do laço de fita, qual o teu segredo para ser tão pretinha?

A menina não sabia, mas inventou:­

- Ah, deve ser porque eu comi muita jabuticaba quando era pequenina.

O coelho saiu dali e se empanturrou de jabuticaba até ficar pesadão, sem conseguir sair do lugar. O máximo que conseguiu foi fazer muito cocozinho preto e redondo feito jabuticaba. Mas não ficou nada preto.

Então ele voltou lá na casa da menina e perguntou outra vez:

- Menina bonita do laço de fita, qual é teu segredo pra ser tão pretinha?

A menina não sabia e... Já ia inventando outra coisa, uma história de feijoada, quando a mãe dela que era uma mulata linda e risonha, resolveu se meter e disse:

- Artes de uma avó preta que ela tinha...

Aí o coelho, que era bobinho, mas nem tanto, viu que a mãe da menina devia estar mesmo dizendo a verdade, porque a gente se parece sempre é com os pais, os tios, os avós e até

com os parentes tortos.E se ele queria ter uma filha pretinha e linda que nem a menina,

tinha era que procurar uma coelha preta para casar.

Não precisou procurar muito. Logo encontrou uma coelhinha escura como a noite, que achava aquele coelho branco uma graça.

Foram namorando, casando e tiveram uma ninhada de filhotes, que coelho quando desanda

a ter filhote não para mais! Tinha coelhos de todas as cores: branco, branco malhado de preto, preto malhado de branco e até uma coelha bem pretinha.

Já se sabe, afilhada da tal menina bonita que morava na casa ao lado.

E quando a coelhinha saía de laço colorido no pescoço sempre encontrava alguém que perguntava:

- Coelha bonita do laço de fita, qual é o teu segredo para ser tão pretinha?

E ela respondia:- Conselhos da mãe da minha madrinha...



6.1. RESULTADOS ESPERADOS:


• Apropriação de diversos saberes, além da conscientização sobre temas

relevantes como legislação, tolerância, direitos e deveres etc.;

• Desenvolvimento de valores – conceitos e procedimentos;

• Apropriação de novas aprendizagens, a partir de reflexões e esclarecimentos

sobre outras culturas.

No final, sempre com a orientação do professor, os alunos deverão organizar os

conhecimentos que adquiriram, fazendo registros de suas atividades, com desenhos,

esquemas, confecções e etc. E durante essas atividades várias atitudes e valores éticos e

humanos podem ser trabalhados para a consolidação do conteúdo foco.

Montaremos uma exposição com os materiais coletados e produzidos pelas

crianças em conjunto com o professor para que sejam apresentados no mural que

faremos na escola, para possível visita dos pais que, infelizmente, não tem muita

disponibilidade para vir à escola, então, estarei mostrando e comentando estes trabalhos

com eles no dia da reunião de pais.



7. AVALIAÇÃO:


A avaliação acontecerá em qualquer momento do processo educativo, de forma

contínua e diagnóstica; com a intenção primordial de rever a própria prática docente

criando novas possibilidades para estimular os alunos a desenvolverem-se suas

potencialidades levando em conta, principalmente, os avanços individuais dentro da

coletividade e a participação no desenvolvimento de todas as atividades (de acordo com

as peculiaridades de cada aluno) no decorrer do projeto.



8. CONSIDERAÇÕES FINAIS:


O trabalho de educação anti-racista deve começar cedo. A criança negra precisa

se ver como negra e aprender a respeitar a imagem que tem de si mesmo e ter modelos

que confirmem essa expectativa.

O projeto visa à alegria e à majestade da cultura africana, tudo como deve ser,

sem constrangimentos nem equívocos.

Portanto, este projeto trata-se de uma proposta construída, mas não acabada e

estará sujeito a mudanças de acordo com o cotidiano em sala de aula.


9. REFERÊNCIAS PARA DESENVOLVIMENTO DO TEMA COM AS

CRIANÇAS:


BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das relações Étnico–

Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Secretaria

Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Brasília: MEC, 2005. 35p.

MACHADO. Maria Helena. Menina bonita do laço de fita. São Paulo-SP. Ed. Ática,

2007.



Revista Nova Escola. Vários autores. São Paulo-SP – edição de Nov. 2004 e

2005.

ROCHA. Ruth. ROTH. Otávio. Declaração universal dos direitos humanos. São Paulo-

SP, 2004.



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