O presente projeto propõe metas com o objetivo de consolidar a aprendizagem dos alunos do CEIM Jardim de Infância “Corina Bicalho Guimarães”.
Sendo este, um documento onde são
planejadas ações que serão realizadas para atingir as metas e os objetivos da
escola. Dessa forma, a equipe gestora, professores e equipe técnica, conseguem
acompanhar a vida escolar do aluno.
A Educação foi uma das áreas mais afetadas
pela pandemia e agora essa catástrofe natural que aconteceu em nosso municipio
nos dias 22 e 23 de março. Um retrocesso
gigantesco na escolarização dos nossos alunos é preocupante e o foco precisa
estar dirigido, prioritariamente com o intuito de amenizar os impactos
negativos, deixados por essas catástrofes.
Diante de avaliações diagnósticas realizada pela Secretaria de Educação Municipal todo final de trimestre, observou- se dificuldades de aprendizagem de alguns alunos, principalmente nos alunos do Jardim II. De acordo com a análise realizada pela equipe pedagógica notou-se que os alunos ao chegar ao jardim II tiveram menor avanço na leitura do alfabeto, escrita do nome, resolução de problemas dentre outros. Viu-se a necessidade de propor aos alunos uma proposta de aprendizagem que promova o envolvimento dos alunos com métodos lúdicos e diversidade de recursos, tornando as aulas mais atrativas e que os mesmos se tornem protagonistas no processo ensino aprendizagem focando mais na qualidade do ensino do que na quantidade de conteúdos.
Tendo como base as competências necessárias para os alunos desenvolverem faz-se necessário evitar que ele perca o estímulo na sala de aula e desta forma acredita-se que haverá uma melhora substancial e consequentemente,
melhor resultados nos estudos de modo geral para
que o ensino se torne mais eficaz. Sabe-se
que toda a mudança de postura pedagógica acarreta uma série de conflitos
e requer do professor muito esforço, pesquisa
e principalmente dedicação.
Sendo assim, este projeto justifica-se pela necessidade de estarmos revertendo os dados que foram apresentados pela avaliação diagnóstica enviada pela SEME,
ou seja pela dificuldade que os alunos do
jardim II apresentaram.
Nesse processo, é necessário a qualificação e o envolvimento de profissionais que influenciam diretamente nesse resultado como educadores, pedagogos e coordenadores sendo esta ação fundamental para o melhoramento dos índices onde podemos relacionar informações do rendimento escolar e do desempenho dos alunos, numa
combinação entre o fluxo e a aprendizagem do nosso município.
Objetivos Gerais
Estimular e Mobilizar a equipe pedagógica para promover ações eficientes que resultem na melhoria contínua da qualidade de ensino aprendizagem do CEIM Jardim de Infância “Corina Bicalho Guimarães”.
Contribuir para o
processo de aprendizagem dos alunos do Jardim II que apresentaram dificuldade
de aprendizagem em relação aos demais alunos;
Objetivos Específicos
Garantir direitos de aprendizagem aos educandos, tendo em vista o desenvolvimento das habilidades da Proposta Pedagógica/BNCC.
Elevar os índices de aprendizagem dos alunos do jardim II;
Garantir atendimento diferenciado a todos os alunos no tempo
certo de modo especial os alunos com dificuldade de aprendizagem;
Buscar alternativas para estreitar a parceria família x escola
e manter o vínculo entre professor-aluno/ aluno-professor ;
Adquirir competências na contagem,
quantidades, raciocínio lógico, espaço
e resolução de problemas, dentre outras.
Situação Atual da escola – Problemas Detectados
*Estudantes com dificuldade de aprendizagem, na leitura do alfabeto e números, raciocínio lógio e resolução de problemas entre outros;
*Ausência do hábito de estudos entre os alunos;
*Falta de compromisso dos pais e participação no dia-a-dia da vida
escolar dos seus filhos;
*Dispersão causada por interferências externas durante as aulas;
*Salas de aulas com diferentes níveis de aprendizagens.
AÇÕES PEDAGÓGICAS
1-Reuniões Pedagógicas
A equipe pedagagógica deverá discutir e decidir, através de acordos, como serão organizadas as estratégias pedagógicas (agrupamentos em sala de aula, atendimento individualizado, estratégias de monitoramento, horários extra- classe, etc.), elaborando o planejamento adequado.
2-Aulas de Revisão
As aulas de revisão são o modelo de intervenção pedagógica mais conhecido e aplicado. O objetivo das aulas é atender os conteúdos e temáticas que os alunos têm mais dificuldade.
Estas aulas devem ser expositivas, com conteúdos bem explicados ligando
conhecimentos prévios a
novos conceitos. facilitanddo a
prática docente, com resultados mais próximos
do esperado pelo professor .
Sustenta Sanjosé
(2012, p. 30)“[...]
que partindo do fato onde questões ajudam a melhorar
a aprendizagem e a memória”,
essas atividades bem planejadas, executadas e avaliadas tendem
a tirar o aluno da passividade.
Com a utilização de atividades simples
e lúdicas, serve como contraponto às atividades mecânicas,
geralmente utilizadas, para um aprofundamento de conhecimentos e melhoria
da prática metodológica.
3 – Gamificação
O termo
gamificação passou a ocupar um lugar de muito destaque no ambiente
escolar, por usar a tecnologia e a interatividade para construir experiências de aprendizado. A gamificação consiste
em utilizar jogos ou elementos de jogos no processo de ensino
aprendizagem. A estratégia leva abordagens naturais
do mundo dos games, como pontuação, avatar,
ranking e desafios para a sala de aula.
As
estratégias de gamificação não são a mesma coisa que usar jogos pedagógicos. Os jogos consistem em um
sistema completo, já a gamificação utiliza alguns elementos da dinâmica dos jogos para promover atividades pedagógicas.
Como
proposta de intervenção pedagógica, a gamificação aumenta o interesse e a motivação dos alunos, torna
o aprendizado mais dinâmico e divertido e melhora a autonomia do estudante.
Os professores de aulas
diversificadas ficarão responsáveis juntamente com o professor regente para o
desenvolvimento deste trabalho no
laboratório de informática.
4- Aulas de reforço
Reforço escolar
é uma forma de auxiliar
o aluno a compreender melhor
os campos de experiências, e assim ajudar na consolidação dos mesmos,
para transformação do cotidiano.
Há aqueles pais que ajudam seus filhos nas tarefas escolares,
e isso é ótimo, pois, esse tipo de
atitude estreita as relações familiares, mas muitas vezes, esses não conseguem
tirar todas as dúvidas, o
que pode prejudicar o processo de aprendizagem da criança.
Cada
pessoa tem um determinado tempo para aprender e essa deve ser respeitada. No
caso das crianças, quando
ficam sob pressão, muitas vezes elas não consolidam a aprendizagem. O professor
deve identificar os conteúdos que precisam ser trabalhadosde acordo com a
nescessidade de cada educando.
As aulas de reforço serão oferecidas no contra-turno.
5 - Atendimento Educacional Especializado e Alunos de
Inclusão
O objetivo
do AEE é eliminar as barreiras que possam impedir
o processo de escolarização de
estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades ou superdotação.
A quem se destina o AEE?
Os alunos com deficiência física, intelectual, visual,
auditiva, múltiplas, transtornos do espectro autista
(TEA) e também alunos com altas habilidades/superdotação são público-alvo do Atendimento Educacional Especializado.
Deficiência Física: são complicações que levam à limitação da mobilidade
e da coordenação geral, podendo também afetar a fala, em diferentes graus.
Deficiência Intelectual: é a dificuldade de raciocínio e compreensão que leva a um quadro de inteligência e conjunto de habilidades gerais abaixo da média.
Deficiência Auditiva: é a perda parcial ou total da audição.
Deficiência Visual: é a perda parcial ou total da visão.
Deficiências
Múltiplas: são associações entre
diferentes deficiências, com possibilidades bastante amplas de combinações. Ex:
deficiência intelectual e física.
TEA – Transtorno do espectro autista: é uma síndrome
comportamental que afeta a
capacidade de comunicação, socialização e de comportamento.
Altas habilidades ou
Superdotação: é caracterizada pelo
desenvolvimento de uma habilidade significativamente superior a da média da
população em alguma das áreas do conhecimento.
Estratégias:
*Articulação com as famílias, alunos e o corpo docente; Uso LIBRAS, Braille, de tecnologia assistiva e comunicação alternativa;
*Currículo adaptado para os alunos que, por suas condições
cognitivas, físicas e sensoriais, não demonstram condições de acompanhar o
currículo regular.
*Atendimentos com a equipe técnica;
*Avaliação com especialistas da área da saúde de acordo com
as necessidades;
*Atendimento especializado aos alunos laudados;
*Acompanhamento e avaliação durante o ano letivo ;
*Interação com os pais dos alunos ;
*Cuidadores e
professores de AEE para alunos laudados;
*Realizar inovações tecnológicas e virtuais;
*Trabalho colaborativo envolvendo os professores de AD;
*Promover reuniões entre os professores.
6- Professores de Apoio e Auxiliares
Os alunos que serão
contemplados com as estratégias pedagógicas diferenciadas deverão ser
informados dessa articulação temporária, comunicando também aos pais através de
reunião.
7– Mudanças na Metodologia
A partir dos resultados da avaliação da SEME ( Secretaria Municipal
de Educação ) analisar os descritores que os alunos apresentaram
mais dificuldades.
Em seguida definir os campos de experiências, ações e estratégias para que os alunos desenvolvam as habilidades
ainda não consolidadas, envolvendo a equipe gestora, os professores regentes, cuidadores,
professores de educação especial, professores de reforço, professores de Arte,
literatura e Educação Fisíca...
Priorizar metodologias
que contemplem a
discussão das
questões propostas. Sugerimos:
Leitura oral coletiva pelos alunos;
Leitura oral pelo professor;
Priorizar,
nas aulas de reforço, estratégias de ensino que tenham como eixo norteador a
resolução de problemas, através de atividades desafiadoras que possibilitem: a observação,
o estabelecimento de relações, a comunicação (diferentes linguagens) e a
argumentação.
Estimular
diferentes formas de
raciocínio: intuição, dedução
e
estimativa.
Para melhor
desenvolvimento da aprendizagem dos alunos a salas que apresentam diferentes
níveis de aprendizagem receberão refórço dos professores do projeto Reforço
escolar.
Estratégias:
Promover ações que requerem a participação ativa da família;
Oferecer atendimento psicológico aos alunos e familiares;
Reunião com os responsáveis dos alunos para reflexão sobre a
importância da parceria da família com a escola;
Constante incentivo aos pais, mostrando que o
comprometimento da família é fundamental no processo do ensino/aprendizagem.
Alunos com problemas psicológicos:
Diante do contexto atual e da necessidade do retorno das aulas online, esse encontro que era feito na escola, foi para a casa de cada um dos alunos, levando toda a comunidade escolar. Nesta perspectiva, verifica-se a importância do papel dos pais como agentes de organização, estímulo e orientação dos filhos. Essa premissa equivale para ambas as formas, educação presencial e/ou digital. Uma tarefa que não é fácil, até porque não é a única com a qual os pais estão envolvidos no dia a dia. No entanto, parece que o momento atual faz um convite para que os pais reaprendam com seus filhos, aproximando-se deles e fortalecendo esse vínculo que é primordial para o desenvolvimento emocional e a construção de conhecimento.
A área de
psicologia escolar, trabalha com o atendimento psicológico de quem passa por dificuldades nas
instituições de ensino, passou a ter novos desafios
com mais uma catástrofe e a necessidade do ensino remoto até conseguir um novo
prédio para retornar com as aulas presenciais.
Estratégias:
Reunião com psicólogos e a Equipe Pedagógica para triagem dos
alunos com a necessidade de atendimento psicológico .
Encaminhamentos
aos psicólogos;
Diálogos sobre os desafios vividos pelos professores durante
a catástrofe do mês de março bem como os impactos que este profissional vem
sofrendo com suas perdas.
Considerações Finais
No ano de 2025 ainda teremos muitos desafios o qual será necessário repensar e refletir sobre a melhor forma de reverter os prejuizos causados na aprendizagem no período desta catástrofe.
A escola precisa se ajustar para preparar com mais enfoque
os alunos com as habilidades cognitivas, criativas, sociais e emocionais
que serão exigidas daqui para a
frente e as ações de intervenção pedagógica têm o objetivo de desenvolver estas
habilidades.
A gestão escolar
oferece ferramentas e condições para que os professores promovam suas
atividades de forma eficiente e com qualidade, sempre atenta aos resultados e
às demandas dos alunos e precisam estar atentos para os primeiros sinais que
indiquem a necessidade de intervir e agir de imediato.
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